• G1 Minas Gerais

Ônibus de empresa de transportes amanhecem na garagem e não rodam nesta quinta em BH

Linhas da empresa São Dimas Transportes, que atendem regiões da Pampulha, Centro, Centro-Sul e Noroeste, não rodam devido à paralisação.


Os ônibus da empresa São Dimas Transportes amanheceram na garagem nesta quinta-feira (24) e não saíram atender passageiros na capital mineira.


Agentes da Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) confirmaram à TV Globo que a empresa disse não ter combustível para que os veículos rodem.

De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), a empresa é responsável por 61 linhas, que operam em cerca de 100 veículos, que atendem as regiões da Pampulha, Centro, Centro-Sul e Noroeste.


Confira quais linhas foram afetadas, segundo BHTrans:

  • 51 - Estação Pampulha/Centro/Hospitais

  • 5250 - Estação Pampulha/Betânia

  • 5401 - São Luís/Dom Cabral

  • 5550 - Estação Pampulha/Estação Ponto São José

  • 3502 - Ouro Preto/São Gabriel

  • 9402 - Santa Inês/Santo André

  • 9404 - São Lucas/Nova Esperança

  • 9502 - São Geraldo/São Francisco via Esplanada

  • 9411 - Casa Branca/São José

  • 8501 - Maria Goretti/Engenho Nogueira via Ouro Preto

  • 1404C - Palmeiras/São Salvador

  • 4107 - Alto Caiçara/Serra

  • 4113 - Bom Jesus/Belvedere

Os ônibus deveriam sair da garagem às 4h da manhã, mas até o momento nenhuma linha está em atividade.

  • Sete anos antes do fim da concessão, empresas de ônibus de BH já faturaram 75% do contrato


A reportagem do g1 Minas tenta contato com a BHTrans para saber quantas pessoas podem ser afetadas com a paralisação.


Greve ou locaute? Relembre

Afinal, a paralisação dos ônibus em Belo Horizonte, que vem ocorrendo desde novembro de 2021, é uma greve ou um locaute?


Para André Veloso, integrante do movimento Tarifa Zero, é um locaute – quando os patrões se recusam a ceder aos trabalhadores os instrumentos para que eles desenvolvam seu trabalho, impedindo-os de exercer a atividade.


Na avaliação do especialista em transporte público, o locaute seria uma forma de as empresas pressionarem a prefeitura a reajustar a tarifa de ônibus.


Ainda em 2021, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) falou que não haveria aumento de passagem até o final do ano passado. A última alta ocorreu em 2018, quando a tarifa pastou a custar R$ 4,50.


Além disso, o locaute também seria um protesto contra um projeto de lei aprovado pela Câmara Municipal que determina o fim da isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e o restabelecimento da cobrança da Taxa de Gerenciamento Operacional às empresas de ônibus.

"Essa paralisação que a gente está vendo hoje não tem nenhuma resistência por parte das empresas de ônibus. Então, não é uma greve, é o que a gente chama de locaute, quando as empresas impedem o acesso dos trabalhadores ao local de trabalho. Então, as empresas mesmo estão tirando os ônibus das ruas , mas atribuindo isso ao sindicato", disse André Veloso na época.

O SetraBH, que representa as empresas de ônibus, negou que as concessionárias tenham promovido locaute. O STTRBH, sindicato dos rodoviários, disse que desconhece a hipótese de locaute e que a greve tem o objetivo de reivindicar direitos da categoria.


Já a prefeitura enviou uma nota, assinada pelo próprio prefeito Alexandre Kalil (PSD), em que diz: "Isso é muito grave. A prefeitura de Belo Horizonte não comenta ilação".

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