• Diário do Transporte

Ônibus gerenciados pela EMTU também vão aceitar o QR Code e o aplicativo Top, diz Baldy

Sem dar datas, secretário disse que sistema vai substituir Cartão BOM. Tecnologia estará disponível para prefeituras da Grande São Paulo se quiserem aderir


ADAMO BAZANI/WILLIAN MOREIRA


Após ser adotado oficialmente desde 11 de dezembro de 2020 no Metrô e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o aplicativo “TOP” de bilhetagem eletrônica em forma de QRCode também vai ser incorporado nos transportes gerenciados pela EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), seja nos ônibus comuns, ônibus seletivos e no sistema de ônibus e trólebus do Corredor Metropolitano ABD.


A informação é do Secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, em resposta aos questionamentos do Diário do Transporte durante evento de entrega da revitalização da ciclovia que margeia o Rio Pinheiros e a linha 9 da CPTM.


Sem dar datas, Baldy disse que gradativamente o sistema vai substituir o Cartão BOM e, se quiserem, as prefeituras das 39 cidades da Grande São Paulo também poderão aderir à tecnologia.


“O Bilhete TOP será incorporado pela EMTU nos ônibus metropolitanos. Ele irá substituir o BOM. O que é bom será top. Será em todos os ônibus metropolitanos numa transição, assim como também haverá transição para substituir os bilhetes físicos Edmonson (unitários do Metrô e CPTM de papel com tarja magnética no meio), que é o grande motivador dessa nova solução para que as pessoas não utilizem mais dinheiro, não utilizem mais o contato físico das bilheterias, se assim o desejarem. Essa opção, que o governo do Estado disponibiliza neste momento para que faça tudo pelo meio virtual na palma da sua mão com o celular e o smartphone e que, se necessário, e se for desejado, todas as 39 prefeituras aqui da região metropolitana de São Paulo, como a prefeitura de São Paulo, poderão integrar este novo sistema de bilhetagem “TOP” que o Governo do Estado de São Paulo coloca neste momento no Metrô e na CPTM, no médio prazo na EMTU, e, claro, pode ser sim incorporado nos sistemas municipais de ônibus daqueles que o desejarem” – disse Baldy.


METRÔ E CPTM:

O sistema de QR Code com a compra pelo aplicativo TOP começou, depois de um período de testes, a operar no Metrô e na CPTM de forma oficial em 11 de dezembro de 2020.


O app pode ser baixado gratuitamente em celulares de sistema iOS e Android por meio de lojas virtuais Google Play e App Store.


O aplicativo que era usado como testes, o VouD foi descontinuado.


Pelo TOP, da empresa Autopass, o passageiro vai poder pagar a tarifa unitária com cartões bancários de crédito e débito.


Após a compra, o código é gerado no celular.


As estações da CPTM e Metrô também venderão o código impresso em papel.


Os bilhetes unitários do tipo Edmonson, de papel-cartão com uma tarja magnética, continuam, mas gradativamente deixarão de existir.


O Bilhete Único e o Cartão BOM continuam sendo usados normalmente por tempo indeterminado.


Em nota, o governo do Estado explica que pelo aplicativo podem ser compradas dez viagens por dia.


O novo Bilhete Digital QR Code da CPTM e do Metrô tem o mesmo valor do anterior (conhecido como Edmolson), R$ 4,40 por passagem, e conta com a praticidade de poder ser adquirido e utilizado direto pelo celular, por meio do aplicativo TOP, disponível para celulares Android e IOS. O uso do QR Code em versão mobile para pagamento de tarifas torna-se um aliado para uma mobilidade mais segura, uma vez que o pagamento é feito por cartão de débito ou crédito, sem necessidade de manuseio de dinheiro. O passageiro pode adquirir, diariamente, até 10 bilhetes que ficam disponíveis no app sem prazo para expirar.


Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


Willian Moreira em colaboração especial para o Diário do Transporte


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