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Ônibus metropolitanos seguem sem operar em Salvador e região por falta de combustível

Pelo segundo dia consecutivo, coletivos da Bahia Transporte Metropolitano (BTM) não saíram das garagens. Além da capital, a frota também atende cerca de 30 mil passageiros das cidades de Lauro de Freitas e Camaçari.


Os ônibus da empresa Bahia Transporte Metropolitano (BTM), que circulam entre Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari, cidades na região da capital, seguem sem rodar nesta terça-feira (15), por falta de combustível. Mais de 30 mil passageiros são afetados, desde a segunda-feira (14).


Até a manhã desta terça, a BTM ainda não se pronunciou sobre a situação. Não há previsão de quando os coletivos vão ser reabastecidos com o óleo diesel para retornarem às ruas. Ao todo, a empresa tem 40 ônibus, que fazem 19 linhas.

No início desta terça, pontos de ônibus amanheceram cheios em Lauro de Freitas. Vários coletivos estavam lotados de passageiros, que se aglomeravam para garantir o deslocamento aos compromissos. A situação gerou reclamações entre os usuários.


Na segunda-feira, os rodoviários contaram que chegaram para trabalhar, e encontraram um número menor de veículos no pátio da BTM. Eles disseram que não receberam explicações da empresa, referentes ao abastecimento dos veículos e do retorno dos outros à garagem.


A BTM opera desde 2017. Segundo funcionários, a empresa passa por dificuldades financeiras há alguns meses. Um dos motoristas, identificado apenas como Marcos, disse temer pelos empregos dos trabalhadores.


“É uma situação desesperadora, porque a gente não tem, no momento, uma resposta plausível para os colegas que estão aqui e a gente não está sabendo o futuro o que é que vai acontecer aqui. Já vem um período faltando combustível, mas de forma geral, essa é a primeira vez. Até agora não tem posição nenhuma vinda da empresa, e a gente está angustiado por causa disso, e também sem saber o futuro de cada trabalhador que está aqui”, lamentou ele.


Marcos revelou também que os salários e direitos trabalhistas dos rodoviários têm sido afetados, por causa da falta de recursos da empresa.


"O salário vem atrasando, mas não chega a vencer dois meses. A gente tem 16 dias com o salário atrasado, os tíquetes foram pagos ontem, por força do sindicato. Mas tem muitos funcionários que não receberam os tíquetes ainda”.


Outro motorista, identificado apenas como Elvis, também se queixou da situação e disse que, apesar das dificuldades, os rodoviários seguem trabalhando.


“Os ônibus, na verdade já são ultrapassados, mas diante de tudo isso, a gente procura sempre dar o nosso melhor, com responsabilidade, atendendo a população e fazendo a nossa parte profissional. Nós, como profissionais, vivemos disso, e a gente precisa dar o nosso melhor. Mas a empresa vem com decadência, e hoje a gente vem trabalhar, no nosso emprego, e a gente encontra os veículos sem diesel e deficiência também na frota. Alguns saíram, disseram que ia levar para abastecer, mas não voltaram mais”.

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