• G1 Pará

Ônibus na Grande Belém: Trabalhadores do transporte coletivo entram em greve

Rodoviários dizem que paralisação é por tempo indeterminado. Eles pedem reajuste salarial de 12%, mas sindicato patronal ofereceu 4% e não houve acordo.


Os trabalhadores do transporte coletivo da região metropolitana de Belém iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (3). Eles pedem reajuste salarial e não houve acordo entre rodoviários e empresas.

Na manhã desta terça, em uma empresa no bairro Coqueiro, os ônibus de uma das empresas da região ficaram na garagem e os trabalhadores estavam reunidos na frente do local.

A paralisação ocorre entre rodoviários das 19 linhas de ônibus que circulam em Belém, Ananindeua e Marituba. Os trabalhadores dizem que 100% das linhas foram paralisadas. O sindicato das empresas não confirmou até as 8h desta terça quantas linhas afetadas, estimativa de passageiros atingidos e se haverá alguma frota mínima.


Em algumas ruas e avenidas da região metropolitana que costumam ter movimento intenso de ônibus, não havia nenhum coletivo circulando no início da manhã desta terça.


A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informou que acompanha o caso e que " determina às empresas que seja mantida a circulação da frota exigida para não deixar os usuários do transporte público desassistidos". No entanto, não informou se as empresas foram notificadas oficialmente sobre esta determinação.


Os trabalhadores reivindicaram reajuste salarial de 12%. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Belém (Sintrobel), os patronais fizeram uma contraproposta para o reajuste ser de 4% tanto nos salários quanto na clínica dos rodoviários, além da implantação de um banco de horas. Não houve proposta para aumento no ticket alimentação.


Os funcionários afirmam ainda que as empresas pretendem "promover a extinção do cargo de cobrador, gerando demissões em massa, fazendo com que o motorista faça as duas funções por apenas o salário de uma função", diz a nota.


Sobre a paralisação, a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) informou ainda em nota que "as pautas apresentadas referem-se a questões trabalhistas que dizem respeito à relação empregador e empregado, e são diretamente acompanhadas pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) e Sindicato dos Rodoviários".


Reajuste de tarifa

No fim de março, entrou em vigor o novo valor da tarifa de ônibus em Belém, que aumentou de R$ 3,60 para R$ 4. Segundo o Dieese/PA, o aumento de preço foi de 11,11% em relação ao valor anterior.


O reajuste de R$ 4 ficou abaixo dos R$ 5 aprovado pelo Conselho Municipal de Transportes e foi alvo de críticas por parte da população.


Os ônibus da cidade estão sucateados, segundo usuários. Há registros recentes de pane, redução de linhas em bairros como a Marambaia, porta traseira se desprendendo e atingindo passageira.


Já para gestores e empresários de Belém é consenso que a redução do total de passageiros que usam o transporte público, o aumento dos combustíveis, a falta de alternativas de arrecadação, além da tarifa, influenciam diretamente no preço pago pelos usuários e nos baixos, ou quase inexistentes, investimentos no serviço.


Licitação

O projeto de edital de licitação para o transporte público da capital foi apresentado na última semana. A proposta deverá ir para consulta pública.


Está previsto que o projeto seja disponibilizado no site da Semob para consulta pública, durante 30 dias. Com o período de consulta encerrado, a Semob disse que as sugestões serão sistematizadas e divulgadas. Na manhã desta terça, a Semob não deu previsão de data para a consulta pública.

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