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Trabalhadores do transporte coletivo pedem demissão em massa em Porto Velho

28/01/2019

Decisão foi tomada na tarde deste sábado (26) durante assembleia com o Sitetuperon. Cerca de 98% dos funcionários marcaram presença na reunião.

 

Por unanimidade, os trabalhadores do transporte coletivo de Porto Velho decidiram pedir demissão na tarde deste sábado (26). A decisão foi tomada durante assembleia no Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sitetuperon).

 

A informação sobre o caso foi confirmada pelo presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira. "A partir de hoje esses trabalhadores não fazem mais parte do Consórcio SIM. Não existe mais ônibus".

 

"De tudo foi feito por essa diretoria desse sindicato para que não acontecesse isso que aconteceu hoje", complementou Francinei Oliveira. Cerca de 98% trabalhadores do transporte coletivo da cidade marcaram presença na assembleia.

 

- Crise no transporte público continua; Porto Velho não tem ônibus circulando

 

Francinei informou por telefone ao G1 que, agora, os funcionários devem procurar a Justiça do Trabalho. "O que eu não posso é enganá-los (trabalhadores). Eles e nem a população merecem isso", complementou o presidente do sindicato.

 

A categoria disse ainda aguardar um posicionamento por parte do chefe do executivo municipal, Hildon Chaves, nos próximos dias.

 

Greve e falta de combustível

 

Ainda segundo Francinei, a empresa responsável pelos ônibus, o Consócio SIM, disse não ter verba para abastecer os veículos.

 

Na última sexta-feira (25), os funcionários precisaram retornar para a garagem alegando falta de combustível. Apenas 23 carros percorreram as ruas da capital das 5h30 as 8h do dia.

 

- Transporte coletivo para de funcionar em Porto Velho por falta de combustível

 

A categoria entrou em greve no início desta semana e cobrava o pagamento de salários atrasados e o retorno de benefícios cortados pelo Consórcio SIM. Entretanto, o movimento foi finalizado três dias depois devido a multa diária imposta pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

 

O G1 conversou brevemente com o Consórcio SIM, que informou que irá se manifestar sobre o impasse por meio de comunicado. Porém, até o fechamento desta publicação, a assessoria não havia emitido a nota.

 

Na manhã deste sábado, a representante do consórcio, Elizabeth Barofaldi, confirmou que a empresa passa por uma instabilidade financeira, mas negou que os ônibus estavam sem combustível.

 

Elizabeth disse ainda que o sindicato convocou os trabalhadores e apenas oito motoristas se apresentaram pela manhã ao serviço.

 

O problema financeiro já havia sido pontuado pelo consórcio no último dia 23 de janeiro durante reunião no TRT para uma tentativa de acordo com os trabalhadores.

 

"Os próprios representantes já informaram que não tem mais condições de manter o sistema", explicou o presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira.

 

Como a situação chegou a esse ponto?

 

  • No dia 21 de janeiro, os trabalhadores de transporte coletivo resolveram paralisar as atividades. O motivo foi salários atrasados e benefícios cortados pelo Consórcio SIM.

  • No dia que a greve foi declarada, o TRT disse que o movimento era ilegal. Foi determinado que pelo menos 90% dos ônibus funcionassem nos horários de pico e mínimo de 70% nos outros horários.

  • Em 23 de janeiro, os funcionários suspenderam a greve e retornaram aos postos para trabalhar. O motivo foi pela não penalização imposta pelo TRT.

  • No mesmo dia que a greve terminou, o Sitetuperon e representantes do Consórcio SIM se reuniam no TRT, mas a conversa terminou sem acordo. A empresa declarou problemas financeiros.

  • Dois dias depois, o transporte coletivo foi suspenso novamente, mas por falta de combustível. No dia, apenas 23 carros percorreram as ruas da capital das 5h30 as 8h, segundo o Sitetuperon. O Consórcio SIM negou falta de combustível e ressaltou novamente problema financeiro.

  • Neste sábado, o Sitetuperon se reuniu com a maioria dos funcionários e explicou o cenário atual do caso. Em resposta, os trabalhadores decidiram pela demissão em massa.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

 

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