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02/05/2019

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Prefeitura de Porto Alegre assina acordo com governo do estado do RS para integração do transporte coletivo

A ação é uma das medidas para tentar contornar a redução de passageiros de transporte coletivo

 

ALEXANDRE PELEGI

 

Dar andamento à interligação dos ônibus municipais e metropolitanos, integrando o sistema de transporte coletivo da Região Metropolitana com o de Porto Alegre. Esse é o principal objetivo de um protocolo de intenções assinado na tarde desta quinta-feira, 23 de agosto de 2019, pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior e o governador do estado do Rio Grande do Sul. Eduardo Leite.

 

Segundo comunicado da prefeitura da capital gaúcha, há estudos mostrando que muitos coletivos vindos de cidades vizinhas entram em Porto Alegre com poucos ou quase nenhum passageiro, “o que resulta em prejuízo para o trânsito e encarece o preço das passagens”.

 

A ação, segundo o Governo do Estado, “é uma das medidas para tentar contornar a redução de passageiros de transporte coletivo, percebida em todo o país, e que gera um ciclo vicioso, uma vez que, quanto menor a demanda por passagens, maior o preço tarifário”.

 

Dados apresentados pelo diretor-superintendente da Metroplan, Rodrigo Schnitzer, apontam que nos últimos 10 anos o sistema de transporte metropolitano perdeu cerca de 50 milhões de usuários, caindo de 150 milhões para 100 milhões. Além disso, 86% da demanda dos passageiros está relacionada ao trabalho. “Essa proposta de reorganização do transporte coletivo promoverá mudanças de linhas, eliminando a sobreposição e racionalizando o sistema. Nunca antes houve alinhamento neste tema, os sistemas não estavam maduros para isso e, agora, conseguimos chegar a um consenso”, afirmou.

 

O prefeito Marchezan Júnior disse que o desafio é fazer com que a população seja beneficiada em termos econômicos e de mobilidade urbana: “Esta alternativa poderá dar mais agilidade e transferir aos usuários um menor custo da passagem, além de melhorar os deslocamentos na nossa cidade”.

 

Para o governador Eduardo Leite, é preciso evitar que mais custo seja transferido para o passageiro no sistema de transporte público. Com isso, a tarifa encarece e mais pessoas se afastam do transporte coletivo. “Precisamos investir na sustentabilidade do serviço para que o sistema volte a ser atrativo para os que mais precisam”, defende.

 

Rodrigo Tortoriello, secretário-extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre acredita que o alinhamento entre os governos municipal e estadual é fundamental para a integração. Ele adianta que o próximo passo é formalizar o grupo de trabalho que já vem atuando, para transfora essa integração em realidade. “O apoio institucional do governador e do prefeito dão mais força para que os técnicos possam trabalhar na busca dessa tão esperada solução para Porto Alegre”, complementa.

 

Fabio Berwanger, diretor-presidente da EPTC, vai mais além. Ele afirma que apesar das dificuldades de uma ação complexa de integração entre órgãos municipais e estaduais, esse é “um processo inevitável se quisermos salvar o transporte público”.

 

Para implantação da Operação Integrada, serão desenvolvidos o plano operacional de integração das linhas de ônibus, o plano econômico-financeiro-jurídico da Câmara de Compensação Tarifária Integrada Municipal e Metropolitana e o plano de controle da bilhetagem e informação ao usuário.

 

PROTOCOLO

O protocolo foi elaborado com participação da Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios (SAAM), da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan), da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (SMIM) e da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

 

Com validade de 12 meses, prevê a formalização da intenção de dar seguimento às negociações a fim de que o sistema de integração possa ser criado e colocado em prática. Um grupo de trabalho já está formado para analisar as questões técnicas necessárias.

 

Um comunicado da Comunicação do governo do Rio Grande do Sul explica que os envolvidos no protocolo de intenções “estão comprometidos a criar um plano operacional de integração física (cenários de corte de linhas de ônibus e indicação de horários e espaços físicos), plano econômico, financeiro e jurídico da Câmara de Compensação Tarifária Integrada Municipal e Metropolitana, plano de estruturação do sistema para controle e fiscalização da operação, interoperabilidade da bilhetagem e de informação ao usuário, e plano de ação do início da operação integrada por meio de projeto-piloto e futura expansão da operação integrada”.

 

Segundo o comunicado, compete ao Estado, por meio da Metroplan, “participar em comitês deliberativos de gestores e de grupos técnicos executivos, seccionar as linhas entre alimentadoras ou troncais, e informar ao município e às concessionárias as ações necessárias para que a operação integrada tome forma”.

 

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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