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02/05/2019

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Cobradores e motoristas de ônibus com reclamações passam por requalificação em Fazenda Rio Grande

Iniciativa é do Grupo Leblon que com a empresa Garbor, especializada em treinamento de pessoal, ofereceu palestras que trouxeram técnicas de atendimento ao público e enfatizaram que passageiro é, na verdade, cliente de um serviço

 

ADAMO BAZANI

 

Antigamente, quando as empresas de ônibus recebiam reclamações dos passageiros sobre a atuação de motoristas e cobradores , a primeira ação era de punir de alguma maneira o profissional.

 

Mas somente isso dava poucos resultados e tal prática deixou de ser há muito tempo realidade exclusiva em diversas prestadoras de serviços de transportes coletivos.

 

Qualificar os trabalhadores, em especial com vistas ao atendimento e relacionamento com o passageiro, que é o cliente do transporte, tem se mostrado o caminho mais adequado para todas as partes: população, empresas, gestores públicos e profissionais.

Em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, o Grupo Leblon realizou na última semana, um trabalho de capacitação diferenciado voltado para motoristas e cobradores que foram alvos de algum tipo de reclamação dos passageiros desde o início deste ano de 2019.

 

Foram 33 profissionais capacitados, divididos em dois grupos que participaram de uma palestra da empresa especializada em capacitação de pessoal Garbor in Company.

A abordagem foi atual e fez, entre outras técnicas, paralelos entre o transporte público coletivo e a forma de atendimento de novos modelos de prestação de serviços, como dos aplicativos de transporte.

 

“Foi um trabalho inovador. Não basta para o motorista dirigir bem e para o cobrador administrar corretamente o fluxo de caixa do veículo. É necessário ser um atendente da população. Saber se relacionar. Por isso, que na palestra foram trazidas técnicas de atendimento aos públicos diferentes” – comentou o técnico em segurança do trabalho do Grupo Leblon, Marcelo Candido de Oliveira.

 

Saber que o transporte coletivo reúne públicos com as mais variadas posições e os mais diversos comportamentos e, acima de tudo, lidar e entender que as diferenças fazem parte da sociedade, são ações essenciais em atividades na quais o profissional se relaciona constantemente com o público.

 

Recentemente, ganhou proporções nacionais o caso de um motorista de ônibus da zona Leste da cidade de São Paulo acusado de praticar crime de homofobia ao agredir um rapaz que estava com o companheiro dentro do veículo.

 

O motorista e o cobrador podem ter suas convicções e crenças pessoais, mas acima de tudo, deve ser profissionais para atender a todos indistintamente.

 

“O cliente, que é nosso passageiro, deve ser o centro de tudo. É bem verdade que há diferentes comportamentos entre quem está em um ônibus e num terminal. Há sempre as pessoas mais educadas e gentis e outras que agem de forma mais ríspida. Mas cabe aos motoristas e aos cobradores serem profissionais no atendimento, exemplos de serviço ao público. Prestar serviço de transporte não é levar pessoas de um lado para o outro, mas é atender às necessidades do cidadão e contribuir para o desenvolvimento de uma região” – explicou o coordenador do Grupo Leblon, Celso Vieira Adolfato.

 

Adolfato ainda disse que o Grupo Leblon desenvolve ações de amparo psicológico e espiritual para apoiar o funcionário em momentos de problemas pessoais que possam interferir no desempenho profissional e atendimento ao público.

 

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

 

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