Pessoas com deficiência física pedem mais acessibilidade no transporte público de Macapá

Audiência pública reuniu ideias e soluções para a concessão do serviço. Evento aconteceu nesta segunda-feira (23), com gestores, motoristas e usuários do transporte público.


Pautas como acessibilidade e malha viária foram levadas ao debate em uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (23), sobre o processo de concessão de transporte público de Macapá. O certame foi apresentado em maio e deve ser realizado até o fim do ano.


O encontro aconteceu num auditório do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) Amapá, no Centro da capital.


A aposentada Irene Gomes, de 42 anos, é cadeirante e mora no bairro Ipê, Zona Norte de Macapá. Ela afirma que os ônibus, apesar de terem o sistema com elevador, são pouco acessíveis, porque, segundo ela, a maioria apresenta defeito.


“Além dos ônibus geralmente apresentarem defeitos com os elevadores, as rampas de acessibilidade no passeio público são praticamente inexistentes. Por exemplo, na Avenida FAB, quase não se vê rampas para que o cadeirante tenha acesso às paradas”, detalha.

O professor Paulo Dias, de 49 anos, possui deficiência visual e conta que passa por muitos problemas devido às condições difíceis de acessibilidade pela cidade.


“Essa audiência me deixa muito feliz, pois vejo que o serviço tem a chance de ser melhorado, de ser tratado de um jeito mais humanizado. Há 11 anos eu milito a favor de uma mobilidade que seja pública e de qualidade, com acessibilidade para todos”, comenta.


Motorista há 20 anos, Ivan Moraes, de 42 anos de idade, diz que a categoria sofre até com problemas de coluna, devido à qualidade da infraestrutura das ruas por onde passam os coletivos. Ele também pede que o atual quadro de motoristas seja mantido no novo modelo contratual.


“Vias como a Av. Antônio Coelho de Carvalho, onde passa 90% das rotas de ônibus de Macapá, está cheia de buracos. Quando eu passo ali, doem minhas costas. Não tem veículo que aguente, porque não tem uma malha viária e nem sinalização boa”, detalha.

O diretor-presidente da Companhia de Trânsito e Transporte de Macapá (CTMac), André Lima, defendeu que a nova concessão propõe soluções inclusivas para as dificuldades encontradas pela população.


Ele reforçou ainda que a licitação busca garantir regras claras e transparentes que trabalhem um preço justo. O edital está previsto para sair na primeira quinzena de outubro e a licitação, no fim do ano, segundo Lima.


"O novo processo busca trazer ônibus com mais acessibilidade para portadores de deficiência física, além de penalidades mais severas para a empresa que não respeitar o passageiro. Em conjunto, estamos focados na construção de um passeio público de maior qualidade”, citou.


Estavam em pauta as dificuldades, soluções e vantagens do sistema de licitação do serviço de transporte público, como bilhete único, controle tarifário, redução no tempo de viagem e melhor qualidade do ônibus.


De acordo com o engenheiro civil responsável pelos estudos para a nova concessão, George Teixeira, todas as propostas que estão sendo incorporadas ao novo contrato são soluções que deram certo em outras capitais do Brasil.


“Como não existe um detalhamento na regra operacional, contratualmente estabelecido, as empresas que oferecem o serviço fazem isso do jeito que acharem mais interessante. No novo modelo teremos um contrato que estabelece detalhadamente como será prestado o serviço”, completa.


Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

Posts em Destaques
Posts Recentes
Arquivos
Pesquise por Tags
Siga-nos
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • LinkedIn Social Icon

© 2017 por Softbus Consultoria e Informática Ltda

  • Black Facebook Icon
  • Black Twitter Icon
  • Black LinkedIn Icon
  • Instagram - Black Circle