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02/05/2019

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Brasileiro gasta mais de 70% da renda com habitação, transporte e comida

Pesquisa do IBGE sobre o orçamento mostra que quase 24% das famílias vivem com, no máximo, dois salários mínimos.

 

Os brasileiros estão gastando mais de 70% da renda com habitação, transporte e alimentação. E mais com transporte do que com alimentação, segundo o IBGE.

 

O país de tantas riquezas ainda é extremamente desigual. Imagine uma pirâmide formada pelas famílias brasileiras. As mais pobres estão na base. Quase 24% delas vivem com, no máximo, dois salários mínimos. E, lá no topo, com renda a partir de 25 salários mínimos, está a minoria: menos de 3% das famílias.

 

Esse grupo tão pequeno fica com 20% de todos os valores recebidos.

 

“É desproporcional. Eu acho que deveria ter uma divisão um pouco mais justa”, opinou uma mulher.

 

A desigualdade na distribuição de renda é duplamente cruel com os mais pobres. Primeiro porque essas famílias ficam com a menor parte dos recursos, e, depois, tem o seguinte: se elas têm menos dinheiro, itens básicos como transporte, moradia e alimentação passam a ter um peso muito maior no orçamento dessas famílias.

 

Alimentação, por exemplo, tem peso de mais de 22% no orçamento das famílias mais pobres e de 7,6% no das famílias que estão no topo da pirâmide. Transporte urbano: 2,1% contra 0,4%; remédios: 71% contra 1,5%.

 

Na habitação, a diferença também é grande. Num cenário de desemprego, as chamadas transferências de renda têm papel importante no orçamento, e aí estão as pensões e aposentadorias do INSS e os programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família.

 

“No Brasil, infelizmente, você acaba tendo que sobreviver e acaba não tendo tanto dinheiro para investir na sua alimentação. Se nós tivéssemos uma renda um pouco maior e um pouco mais bem distribuída, o custo da moradia, o custo do transporte acabaria sendo relativamente menor e as pessoas poderiam investir mais na sua própria alimentação”, disse o economista do Ibmec Daniel Sousa.

 

No geral, as famílias comprometem 72% do orçamento só com habitação, transporte e alimentação; e sobra muito pouco ou nada para poupar e investir.

 

Houve queda registrada em quatro décadas. É que a prioridade tem sido o pagamento de impostos e dívidas. Na casa da Rosane de Brito Germano, analista de relacionamento com o cliente, a prestação do apartamento vem primeiro.

 

“Antes do vencimento, já vai para a prestação da casa, não tem jeito. Essa é sagrado, tem que ser”, contou.

 

Comer fora de casa é um hábito que não para de crescer. Por outro lado, as famílias brasileiras reduziram bastante os gastos com alimentos como arroz e feijão nos supermercado. Dados que preocupam um dos maiores especialistas em nutrição do país.

“A notícia não é boa. E há dois problemas com isso. Primeiro que a mistura arroz e feijão, a alimentação tradicional do brasileiro, do ponto de vista nutricional, é extremamente equilibrada, tem os nutrientes que a gente necessita, e ela sacia. O segundo problema é que, a queda na compra de arroz e feijão corresponde a um aumento na compra de alimentos industrializados. E isso explica porque o consumo desses alimentos está relacionado com o aumento no risco de obesidade que, como a gente sabe, é uma epidemia no Brasil”, explicou Carlos Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP.

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