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02/05/2019

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Moradores de Araçariguama estão há quase um mês sem transporte coletivo

Segundo a prefeitura, a situação deve ser normalizada nesta quarta-feira (20) com o aluguel de seis ônibus. Greve dos motoristas chegou ao fim após o encerramento do contrato com a Vertion.

 

Os moradores de Araçariguama (SP) estão há 29 dias sem transporte coletivo na cidade. A greve dos motoristas, anunciada no dia 22 de outubro, chegou ao fim no dia 8 de novembro após a prefeitura encerrar o contrato com a empresa Vertion.

 

Os pontos de ônibus estão vazios e a população reclama das dificuldades para ir trabalhar, ir ao médico, agendar exames, pagar contas e, principalmente, levar os filhos na escola.

 

Na semana passada, a prefeitura contratou uma empresa em caráter emergencial por 30 dias para fazer o transporte escolar das crianças. Foram disponibilizados sete ônibus, mas os moradores reclamam que os veículos ficam lotados e que, inclusive, alguns adultos pegam carona neles.

 

Segundo a administração municipal, a situação deve ser normalizada nesta quarta-feira (20) com o aluguel de seis novos ônibus. A prefeitura fez um acordo com o Sindicato dos Rodoviários, que vai disponibilizar os motoristas da antiga empresa para operarem os veículos.

 

Durante este período de aluguel, o uso dos ônibus será gratuito para a população.

Novela

 

Os funcionários da Vertion entraram em greve no fim de outubro alegando que a empresa não estava cumprindo os acordos realizados na última paralisação, em agosto.

 

Os motoristas alegavam ainda que a empresa estava atrasando o pagamento do vale-refeição e o adiantamento salarial para os cerca de 35 trabalhadores.

 

Na época, a Vertion afirmou que os pagamentos estavam em dia e que a greve teria começado por causa de uma demissão por justa causa.

 

Durante a greve, o Sindicato dos Rodoviários chegou a denunciar as más condições de conservação nos pneus dos veículos do transporte urbano e escolar.

 

A Vertion estava cumprindo a liminar que a obrigava a rodar com 70% da frota, mas, segundo a empresa, sem os repasses da prefeitura, não havia dinheiro nem para o diesel e foi necessário suspender os serviços.

 

A administração municipal então encerrou o contrato com a empresa e disse que contrataria outra de forma emergencial até o dia 11 de novembro, mas o prazo não foi cumprido.

 

Segundo o prefeito João Batista, não há pagamentos atrasados para a antiga empresa responsável pelo transporte, a Vertion. A dívida da prefeitura era de R$ 420 mil, que, de acordo com ele, era proveniente do valor de passes escolares.

 

Outras duas greves já haviam sido realizadas pelo mesmo motivo na cidade nos meses de julho e agosto deste ano. Na última negociação, a Vertion se comprometeu a depositar os salários de todos os funcionários, com o pagamento correto das horas extras.

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