Rodoviários protestam contra projeto que prevê mudanças no transporte público de Porto Alegre; Câmar

Motoristas de aplicativo também fizeram uma caminhada contra as medidas. Câmara de Vereadores convocou sessão extraordinária para votar propostas do Executivo nesta quinta-feira (30).


O pacote de medidas da prefeitura para o transporte público de Porto Alegre, intitulado Transporte Cidadão, começa a ser discutido nesta quinta-feira (30), às 9h, em sessão extraordinária, na Câmara de Vereadores. Desde o começo da manhã, rodoviários protestaram contra o projeto e causaram interrupções em vias da Capital.


O deslocamento começou pelo corredor de ônibus da Avenida João Pessoa e seguiu até a Salgado Filho, Borges de Medeiros e Loureiro da Silva, onde seguiram até a Câmara de Vereadores.


Os motoristas de aplicativo também protestaram. Eles partiram do Largo Zumbi dos Palmares e fizeram uma caminhada até a Câmara Municipal.


Para evitar protestos na parte interna, foram distribuídas seis senhas para cada vereador, já que a capacidade da área interna é restrita a 216 espectadores. Porém, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Coletivo e Seletivos Urbanos de Passageiros de Porto Alegre conseguiu um habeas corpus que permite o acesso por ordem de chegada.


Segundo o juiz Paulo de Tarso Lopes, na decisão favorável aos metroviários, a entrada por indicação dos vereadores "teria o efeito de adotar o critério proporcional para a composição do público de acordo com a composição atual do legislativo municipal que não consta na Constituição ou lei ordinária".


Propostas para o transporte público


O projeto visa reduzir o valor da passagem de ônibus e, em alguns casos, oferecer passe livre para empregados com carteira assinada. Para isso, cinco medidas são propostas. Entre elas, a taxação por quilômetro rodado de motoristas de aplicativos, o pedágio a veículos emplacados em outras cidades e a redução gradual de cobradores, plano que já foi alvo de protestos e adiamentos na Câmara desde o ano passado.


Por outro lado, a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) enviou, na semana passada, um pedido à Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) para reajustar a tarifa do transporte público em R$ 0,50. Com isso, o valor da passagem seria elevado a R$ 5,20 neste ano.


A prefeitura alega que, com o projeto apresentado, será possível conter o aumento e até reduzir o preço final. Conforme a administração municipal, a racionalização das linhas de ônibus evitou o acréscimo de R$ 0,49 na tarifa. Já o corte de 50% do desconto na gratuidade da segunda passagem evitou que fossem somados mais R$ 0,25, e a adequação da isenção para idosos à legislação federal impediu um aumento extra de R$ 0,05.


“Precisamos priorizar o transporte coletivo e avançar em soluções de mobilidade”, afirma o prefeito Nelson Marchezan Júnior.

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