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02/05/2019

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Volvo defende renovação de frota com ônibus a diesel em vez de elétricos a curto prazo

Segundo presidente da Volvo Buses, Fabiano Todeschini, é preciso equilibrar pilares econômico, social, ambiental e político para viabilizar mobilidade elétrica

 

JESSICA MARQUES

 

O presidente da Volvo Buses, Fabiano Todeschini, defende que a renovação de frota de grandes operadores é mais viável com ônibus a diesel em vez de elétricos no momento atual.

 

Em entrevista coletiva com participação do Diário do Transporte, Todeschini afirmou que é preciso equilibrar pilares econômico, social (tarifa), ambiental e político, por meio do incentivo a novas tecnologias, para viabilizar mobilidade elétrica no segmento de ônibus.

“O aspecto político, de maneira geral, busca trazer melhorias para o meio ambiente, mas hoje traria mais resultado para o Brasil e América Latina trabalhar em renovação de frota [com diesel] do que em veículos elétricos. Seria mais barato e teríamos um impacto muito mais rápido no meio ambiente. Na prática, é tirar os veículos que são Euro 3 hoje em dia e substituir pelos Euro 5. É um salto de redução de poluentes muito grande”, explicou.

 

“Reforço ainda que em 2023 teremos a implementação do Euro 6, espero que não seja adiada, porque vai trazer muito mais benefício na questão de meio ambiente do que forçar veículos elétricos em um momento em que eles não são importantes ainda”, completou o executivo.

 

Todeschini acredita que ainda não é possível falar em prazos para que os ônibus elétricos sejam uma realidade em larga escala no Brasil. Isso porque os próprios especialistas, na visão do executivo, variam em prever essa aplicação em uma margem de 5 a 15 anos.

 

“A gente não pode só o olhar o veículo e quanto dura uma bateria. É preciso saber: nós temos capacidade para isso? Usando o exemplo da Suécia, se todos os veículos fossem elétricos, só precisaria de mais 7% de energia elétrica, mas o problema não está no uso e sim na distribuição dessa energia. Como chegar em todos os pontos?”, provocou.

 

EURO 6

 

De acordo com o Proncove P8 (programa brasileiro de controle de emissões de poluentes para veículos comerciais pesados), os fabricantes de caminhões e ônibus do Brasil obrigatoriamente terão que adotar motorização com sistemas de pós-tratamento Euro 6 a partir de 2023. A definição foi aprovada pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) em 2018.

 

Entretanto, a Volvo já fabricou o primeiro veículo com a configuração em solo brasileiro no fim do ano passado. Entretanto, o ônibus está sendo projetado para atender o mercado internacional.

 

“Nós produzimos veículos Euro 6 na Europa. Aqui no Brasil produzimos o Euro 5, mas fizemos o primeiro veículo Euro 6 em Curitiba no fim do ano passado. Foi um ônibus 4×2 que estamos preparando a produção para mercados que demandam Euro 6. Para vender aqui no Brasil, temos que ter um índice de procura muito baixo. Para vender no país estamos trabalhando com o prazo de 2023, que é a legislação do Brasil”, afirmou Todeschini.

 

“O ônibus que foi produzido com Euro 6 em Curitiba foi um veículo de testes que vamos mandar para o mercado da Colômbia, em Bogotá, onde o sistema já solicita veículos Euro 6. É o B250R 4×2”, explicou.

 

AUTÔNOMOS

 

Na área de ônibus autônomos, Todeschini explicou que a Volvo tem uma parceria com a Universidade de Singapura, onde estão desenvolvendo um produto, assim como em Gotemburgo, na Suécia.

 

“Lá estamos testando em áreas confinadas, ou seja, o veículo autônomo dentro da garagem da empresa de ônibus. As manobras na garagem são feitas sem motoristas em um lugar confinado porque tem legislação que controla isso. Em Singapura a gente também faz dessa forma e tem alguns testes na cidade”, contou o executivo.

 

Entretanto, Todeschini também não arrisca prever uma data em que ônibus autônomos serão realidade nas ruas do Brasil. Isso porque há uma discussão muito intensa com relação à regulamentação do serviço no país e no mundo.

 

“O processo de veículos autônomos ainda vai demorar, principalmente por questões de regulamentação. A tecnologia já existe e é segura, mas a legislação responsabiliza a fabricante. Então o veículo autônomo vai demorar no processo de regulamentação para acontecer”, projetou.

 

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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