Tática de guerrilha na greve do transporte coletivo de Blumenau

Mais uma vez Blumenau amanheceu com paralisação parcial no transporte coletivo da cidade nesta terça-feira (3). A prefeitura liberou os corredores de ônibus para mitigar os problemas de congestionamentos. O sindicalismo profissional adota tática de guerrilha. Anuncia na véspera que vai parar, cumpre os 10% para alegar que respeita a lei mas, de fato, prejudica toda a população. O usuário não sabe se o seu ônibus vai circular e, assim, vai de carro, aplicativo ou táxi.


A greve se justifica plenamente quando há um motivo: salário atrasado, benefício não pago ou insegurança no trabalho. Nada disso ocorre. A tática é provocar o caos. O sindicato exige ganho real de 5%. Os trabalhadores receberam reposição inflacionária e anuênio de 1%.


Eles exigem, ainda, a mudança da data-base de convenção coletiva. Querem antecipar de novembro para setembro, num claro sinal de que o movimento é, também, político. Data-base em setembro, um mês antes das eleições, politiza a questão.


O impasse no transporte coletivo em Blumenau está em dissídio no Tribunal Regional do Trabalho, em Florianópolis. Não há data prevista para o julgamento. A justiça deveria fazer uma força-tarefa, chamar as partes e buscar um acordo e decidir o quanto antes. O prejuízo para a cidade é enorme. Comércio perde movimento, trabalhadores prejudicados e cai a arrecadação.

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