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02/05/2019

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Motoristas paralisam transporte público em Sorocaba; sindicato alega cortes em salários

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, os motoristas ficarão um tempo nas garagens e, em seguida, retomarão a operação das linhas.

 

Sorocaba (SP) está sem transporte público na manhã desta quarta-feira (15). De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, os trabalhadores estão realizando um protesto contra os cortes no salário e direitos referentes ao mês de março.

 

O sindicato afirma que a decisão foi tomada pelas empresas operadoras do transporte de forma irregular. Além disso, condena a adoção da medida provisória que reduz o salário dos funcionários, mesmo a categoria continuando na ativa e correndo risco de contaminação pelo novo coronavírus.

 

Por volta das 8h, os trabalhadores recolheram os ônibus para as garagens das empresas, onde ficarão por um tempo. Em seguida, irão retomar a operação das linhas. Segundo o sindicato, os motoristas permanecerão em protesto ao longo dos próximos dias até que haja um acordo.

 

O sindicato informou ainda que as empresas não pagaram corretamente o salário e os direitos referentes ao mês de março, como horas-extras, Prêmio por Tempo de Serviço (PTS) e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos trabalhadores que retornaram das férias.

 

Nesta quarta-feira, de acordo com o sindicato, será realizada a segunda audiência de tentativa de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho, por videoconferência, entre sindicato, empresas e poder público.

 

"O Sindicato dos Rodoviários informa também que, desde o início da aplicação de ações governamentais relacionadas à pandemia em Sorocaba, está em diálogo permanente com o poder público e as empresas a fim de resolver os problemas", completa.

 

Em nota, a Urbes disse que detectou que os ônibus do transporte coletivo estavam sendo recolhidos às garagens pelo sindicato da categoria por volta das 8h15.

 

"Neste momento, não há como precisar o tempo em que o sistema ficará paralisado, mas a informação é que os ônibus voltarão a circular ao longo do dia. A Urbes preza pela operação do transporte coletivo e espera que haja entendimento entre as partes o quanto mais rápido, a fim de que não haja prejuízo à população", diz.

 

A TV TEM também procurou as empresas responsáveis pelo transporte público de Sorocaba, mas ainda não conseguiu retorno.

 

Outra paralisação

 

No fim de março, os ônibus também pararam de circular na região por conta do agravamento do quadro de propagação do coronavírus no país. Os transportes urbano, intermunicipal e rodoviário foram suspensos de Araçariguama até Itararé (SP).

 

Na época, o Sindicato dos Rodoviários disse que os trabalhadores iriam permanecer parados por 15 dias, mas o prazo poderia ser estendido.

 

No dia seguinte à paralisação, no entanto, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que os ônibus voltassem a circular imediatamente na cidade. A decisão foi uma resposta a um pedido de liminar feito pela prefeitura.

 

Ficou determinada a disponibilização de 60% da frota em horários de pico, ou seja, das 5h às 8h e das 17h às 20h; e de 40% da frota no restante do dia. Se o sindicato não acatasse a decisão, poderia ser multado em R$ 50 mil por dia. Desta forma, os ônibus voltaram a rodar parcialmente no dia 26 de março.

 

Impasse

 

A Urbes afirmou na época que foi surpreendida pela paralisação da categoria, que classificou como "imposta e radical". Segundo a empresa, o sindicato não comunicou nenhum órgão oficial sobre a intenção de interromper o serviço de transporte e não houve nenhuma proposta para contornar a situação.

 

Já o Sindicato dos Rodoviários afirmou que notificou as empresas de transporte com 72 horas de antecedência, em um documento protocolado no dia 20 de março.

 

A Urbes afirma que não recebeu o documento protocolado pelo sindicato e avalia que não estava clara a informação de que o transporte seria totalmente paralisado.

 

Já o sindicato afirmou, por meio de nota, que "o agravamento na proliferação do coronavírus foi comunicado à população brasileira pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por meio de portaria que decretou estado de transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o Brasil".

 

Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí

 

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