Motoristas fazem paralisação parcial do transporte coletivo de Ribeirão Preto por falta de pagamento

Parte dos ônibus está parada desde as 9h desta segunda-feira (11). Salários deveriam ter sido pagos até a última quinta-feira (7), diz sindicato.


Motoristas deram início a uma paralisação parcial do transporte coletivo de Ribeirão Preto (SP) na manhã desta segunda-feira (11) contra a falta de pagamento de salários.

Pelas redes sociais, o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte Urbano e Suburbano de Passageiros de Ribeirão Preto e Região (Seeturp), João Henrique Bueno, confirmou que parte dos ônibus deixou de circular a partir das 9h porque os funcionários não receberam a remuneração, que deveria ter sido paga até a última quinta-feira (7).


O G1 ainda não teve acesso à quantidade de veículos paralisada.


"Os ônibus começaram a parar, como vocês podem ver, em protesto contra o não recebimento dos salários, os motoristas, os empregados como um todo, não é só os motoristas não, os mecânicos, as faxineiras, ninguém recebeu o pagamento", disse.


O G1 aguarda posicionamentos da Transerp, empresa que gerencia o transporte público na cidade, e do Consórcio Pró-Urbano, que responde pelos ônibus.


Anteriormente, a concessionária alegou desequilíbrio nas finanças causado pela redução de 75% no volume de passageiros transportados em meio à pandemia da Covid-19, bem como por uma recente redução de R$ 0,20 na tarifa do transporte.


"Com o intuito de evitar lotação nos ônibus, a Prefeitura exige que o consórcio opere com 70% da frota, o que torna o desequilíbrio ainda maior", informou.


Além disso, citou a necessidade de subsídio por parte da Prefeitura para manutenção das atividades. Uma planilha enviada pelo consórcio registra um déficit de 71,2% entre a previsão e o que de fato se arrecadou em abril.


"O transporte é uma atividade essencial. É um serviço público delegado ao privado. O privado não tem poderes nem fôlego para esperar o problema passar."


A paralisação foi anunciada na última sexta-feira (8) pelo sindicato. No documento assinado por Bueno, o Seeturp afirma que os funcionários já tinham sido afetados por medidas como redução de jornada de trabalho e de benefícios como vale-alimentação em função dos efeitos da pandemia da Covid-19, mas que não é justo que os empregados fiquem sem receber.


"Fica evidenciado que a colaboração é unilateral, sendo necessário por parte dos empregados desta empresa medidas drásticas neste momento difícil que todos atravessamos", comunicou.

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