Prefeito diz que transporte coletivo deve continuar suspenso em Florianópolis: 'Liberar neste mo

Gean Loureiro falou sobre possível retorno do serviço na capital na manhã desta quinta-feira. Liberação é estudada pelo governo estadual.


O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), afirmou, na manhã desta quinta-feira (14), que os números mostram que ainda não é possível liberar o transporte coletivo na capital. O retorno do serviço está sendo estudado pelo governo estadual e debatido na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). Os ônibus municipais, intermunicipais, interestaduais e internacionais estão suspensos em todo o estado, por tempo indeterminado, desde o dia 19 de março, após o governo implementar medidas de isolamento social para conter a transmissão da Covid-19.


Após o governo estadual anunciar uma reunião prevista para ocorrer nesta quinta-feira, que pode autorizar o retorno, o prefeito da capital afirmou, em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, que decidiu antecipar a decisão para "não gerar expectativas".


"Nós já conquistamos muitas vitórias. Nós somos a capital com a menor letalidade. Entretanto, mesmo com essas vitórias, nós não vencemos a guerra, ainda há um longo caminho pela frente e, pra isso, nós não podemos trabalhar como se tudo [a transmissão de Covid-19] já estivesse terminando, começando a ter uma liberação desenfreada. (...) Liberar neste momento seria arriscar muito e eu não quero falar em arriscar vidas em Florianópolis", disse.


Florianópolis é a cidade catarinense com mais casos confirmados de Covid-19: são 407 pessoas diagnosticadas com a doença, incluindo seis mortes. Em todo o estado, o número de pacientes é de 3.828 e o de mortes chegou a 73, conforme o boletim divulgado quarta-feira (14).


O prefeito defendeu uma liberação gradativa do serviço e afirmou que estudos da equipe de inteligência em saúde demonstram que ter o transporte coletivo liberado neste momento gerar mais aglomeração e aumenta a possibilidade de transmissão do vírus. De acordo ele, isso fará com que o contágio chegue mas rápido nas áreas mais carentes.

'O coronavírus começou nas classes mais altas, com as pessoas mais ricas. Entretanto, é nas classes mais vulneráveis que a possibilidade de transmissão é maior pela dificuldade de isolamento, a possibilidade de transmissão na família, muitos moram em apenas um cômodo' disse Loureiro.


Liberação posterior


O retorno dos ônibus na Capital segue sempre previsão e vai depender de estudos técnicos da área da saúde, segundo o prefeito. "Nós não vamos dar um prazo definido, pois depende da condição epidemiológica do município", disse.


As análises levam em conta o número de novos casos suspeitos, de novos casos contaminados, de novos mortes, o percentual de ocupação dos leitos e o comportamento da sociedade, segundo ele.


Loureiro disse ainda que a avaliação pode mudar nas próximas semanas e não descartou uma liberação posterior, com critérios mais rigorosos em Florianópolis, a exemplo do que ocorreu com o comércio de rua, que permaneceu fechado por mais uma semana após a liberação do governo estadual.

Transporte na região


Muitos ônibus que chegam a Florianópolis vêm de outras cidades localizadas na Grande Florianópolis, como Palhoça, São José e Biguaçu. Com a liberação dos ônibus intermunicipais, a decisão do prefeito em restringir a circulação na capital impactaria diretamente no transporte coletivo das cidades vizinhas.


Questionado sobre isso, Loureiro afirmou que nem todos os prefeitos têm o mesmo entendimento sobre o tema, como ocorreu no caso da liberação do comércio, e destacou que a condição epidemiológica pode ser diferente entre os municípios.


"No entanto, nós vivemos em uma região conurbada. As pessoas estão circulando de um município a outro e é fundamental trabalhar em conjunto. (...) A grande maioria, quase 90%, se direciona até a cidade. Com possibilidade de não ser permitido pela prefeitura [o transporte], ele praticamente inviabiliza a região e, no final, isso beneficia a todos, porque também controla essa disseminação que pode gerar um contágio desenfreado e, daí sim, chegar a um colapso do sistema de saúde", afirmou.


Governo estadual avalia retorno


Durante coletiva de imprensa realizada na noite de quarta-feira, o governador Carlos Moisés disse que o retorno dos ônibus pode não ocorrer em todas as regiões ao mesmo tempo.


Em sessão ordinária virtual ocorrida quarta-feira (13), os deputados da Alesc aprovaram um Projeto de Lei (PL) que reconhece o transporte coletivo urbano e intermunicipal como essencial no estado mesmo em períodos de calamidade, emergência, pandemia ou epidemia. O PL seguiu para análise do governador Carlos Moisés (PSL), que já assinalou aprovação.


Entretanto, especialistas em saúde têm demonstrado preocupação com a volta da circulação dos ônibus neste momento da pandemia. Entre os principais riscos apontados está o possível aumento de pessoas diagnosticadas com o Covid-19, o que pode causar sobrecarga no sistema de saúde pública.


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