Porto Alegre define restrição de vale-transporte para empresas não autorizadas a funcionar

A partir desta quinta-feira, 9, créditos de VT serão bloqueados por até 15 dias


ALEXANDRE PELEGI

A prefeitura de Porto Alegre determinou o bloqueio dos créditos de vale-transporte de empresas com atividades não autorizadas a funcionar.


A medida vale por até 15 dias, e começa a partir desta quinta-feira, 9 de julho de 2020.

Segundo a prefeitura, a medida extrema se faz necessária diante do aumento da velocidade de ocupação de leitos de UTI com pacientes de Covid-19 em Porto Alegre.


O bloqueio dos vales-transporte está previsto no Decreto 20.539 e integra o Desafio Porto Alegre de Isolamento Social. Pela projeção realizada pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus de Porto Alegre, a Capital precisa atingir um índice de 55% de isolamento para conseguir equalizar o volume de internações com leitos disponíveis para coronavírus.


Para minimizar o impacto na rotina de trabalhadores que desempenham atividades essenciais, a prefeitura colocará um sistema de consulta do status do benefício à disposição dos usuários.


Segundo o prefeito Nelson Marchezan Júnior, “esta é mais uma alternativa que estamos buscando para diminuir a circulação de pessoas na cidade. Apenas desta forma conseguiremos controlar a velocidade de contaminação pelo coronavírus para não sobrecarregar nosso sistema de saúde”.


Já a partir desta quarta-feira, 8, a lista de empresas que tiveram os créditos dos funcionários bloqueados estará disponível no site da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) – http://www.tripoa.net.br.


Amanhã, quinta-feira, 9, o usuário poderá verificar na seção “Bloqueio Vale-Transporte” a condição de seu cartão.


Se necessário, o desbloqueio pode ser solicitado via e-mail bloqueiovt@tripoa.com.br e pelo SAC 51-3027-9959 da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), e via EPTC pelo e-mail bloqueiotripoa@eptc.prefpoa.com.br ou 118.


Para liberar o vale-transporte o trabalhador deve ter em mãos, no momento da solicitação, seu contracheque ou Carteira de Trabalho, com o número do seu CPF e CNPJ do empregador. Esses documentos serão solicitados pelos atendentes e estão sujeitos a conferência.


Desde que a medida foi anunciada, equipes trabalham para identificar quais cartões podem ser bloqueados, levanto em conta o CNPJ e natureza das empresas cadastradas no sistema.


“Mesmo após uma análise minuciosa estamos sujeitos a equívocos. É uma situação atípica e trabalhamos intensamente nos últimos dias para realizar a operação com a mínima chance de bloqueio indevido. Se houver qualquer equívoco, vamos corrigir o mais breve possível”, destaca o secretário extraordinário de Mobilidade Urbana de Porto Alegre, Rodrigo Tortoriello.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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