Empresários de ônibus e Associação Comercial reagem a decreto que suspendeu transporte coletivo por

SETUF considera decisão um equívoco e uma injustiça contra o setor e a população.


Acif fala em “golpe no setor produtivo”


ALEXANDRE PELEGI


O setor de transporte coletivo e a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, capital de Santa Catarina, reagiram com irritação ao decreto do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, que nesta sexta-feira, 17 de julho de 2020 determinou a adoção de novas medidas para combater a Covid-19 em sete regiões catarinenses que estão na fase vermelha.


Dentre as medidas, o transporte intermunicipal e coletivo municipal de passageiros em 111 municípios destas regiões será suspenso por 14 dias a partir de segunda-feira, 20 de julho.


Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros da Grande Florianópolis (SETUF) afirmou que a decisão de Carlos Moisés é “um equívoco e uma injustiça”.


No comunicado, disparado também nesta sexta-feira, 17, o setor lembra que enfrentou três meses de paralisação, “sem quaisquer medidas compensatórias”. Para retornar à atividade, as empresas cumpriram as rigorosas medidas sanitárias impostas pelas autoridades sanitárias estaduais e municipais – “num esforço operacional e financeiro sem precedentes, com milhares de testagens de colaboradores, sanitização dos veículos, sinalização e informação aos usuários etc. Neste período, não houve qualquer situação capaz de relacionar as atividades do transporte coletivo ao aumento do contágio do novo coronavírus”.


A diretoria do SETUF destaca que o retorno do transporte coletivo foi reivindicado por todas as entidades do setor produtivo da Grande Florianópolis, “porque completaria a cadeia produtiva e garantiria o deslocamento seguro e com baixo custo de milhares de pessoas que já estavam trabalhando”. E lembra que a Assembleia Legislativa sancionou a lei 17.950/2020, que reconheceu o transporte coletivo urbano e intermunicipal como serviço essencial em Santa Catarina, mesmo em períodos de calamidade, emergência, epidemia ou pandemia.


“A suspensão, neste momento, sem qualquer diálogo prévio ou medidas que garantam os empregos dos milhares de colaboradores do setor, é descabida e fora do contexto”, finaliza a entidade sindical, afirmando aguardar “uma reação pautada pelo bom senso e pelo respeito aos serviços que prestamos”.


ASSOCIAÇÃO COMERCIAL


Também em nota divulgada nesta sexta-feira, 17, a ACIF – Associação Comercial e Industrial de Florianópolis também se manifestou contrária à medida, considerando a suspensão do transporte coletivo em Florianópolis como um golpe no setor produtivo.


“A medida não traz em si qualquer embasamento e critério, considerando que o sistema de monitoramento dos usuários dos ônibus identificou apenas uma pessoa contaminada em um mês de circulação”, afirma a Associação.


“Ao mesmo tempo em que o Estado e os municípios empenham esforços no acolhimento precoce dos pacientes, a dicotomia de conduta prevalece nas imposições e na queda de braços entre governador e prefeitos, com os efeitos recaindo sobre toda a atividade econômica”, continua a nota.


Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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