Frota de ônibus do sistema SPTrans aumenta para 86,48%. EMTU ainda não informou

Na capital paulista, maior percentual de ônibus está em linhas de bairro, com 92,52% dos ônibus em circulação. EMTU ainda não informou frota e percentual de passageiros na Grande São Paulo


ADAMO BAZANI

A frota de ônibus municipais da capital paulista, gerenciada pela SPTrans – São Paulo Transporte, teve uma pequena elevação nesta semana, passando de 85,85% para 86,48% do total de antes da pandemia da Covid-19. Os dados foram informados à reportagem nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2020, mesmo dia da solicitação.


O Diário do Transporte fez o mesmo questionamento sobre a frota em operação do sistema da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, vinculada à STM –Secretaria dos Transportes Metropolitanos, da gestão do governador João Doria, na terça-feira, 25 de agosto, mas ainda não obteve resposta. A reportagem também pediu à STM dados atualizados da demanda da EMTU na Grande São Paulo, sem retorno ainda. O sistema da EMTU na Grande São Paulo atende a 39 cidades, incluindo a capital paulista e, antes da pandemia, transportava em torno de dois milhões de passageiros por dia.


Em números absolutos, a frota de ônibus municipais em São Paulo é de 11.081 veículos em circulação atualmente. Se não fosse a pandemia, estariam nas ruas 12.814 coletivos.


A SPTrans diz ainda que o percentual de frota de 86,48% é superior à quantidade atual de pessoas transportadas, que soma em torno de 1,7 milhão por dia útil enquanto. O número absoluto significa 51% da demanda anterior à pandemia que era de 3,3 milhões, na média da cidade.


O maior percentual de frota em circulação, também em média, na cidade de São Paulo, está no subsistema local de distribuição, operado pelas antigas cooperativas nos bairros geralmente localizados na periferia. São 92,52% de antes da pandemia, totalizando 5.182 ônibus. Neste subsistema, segundo a SPTrans, a demanda é de 51% de passageiros em relação a antes da pandemia.


O subsistema de articulação regional, que liga diferentes regiões sem passar pelo centro ou bairros afastados às chamadas centralidades regionais (bairros mais movimentados),de acordo com a SPTrans, está com uma frota de 81,06% de antes da pandemia. Isso significa que 2.636 dos 3.252 ônibus estão circulando. A demanda de passageiros é de 49% em comparação ao período anterior à Covid-19.


Já o subsistema estrutural, operado por ônibus maiores entre terminais, está, pelos dados da SPTrans, com 82,38%, ou 3.263 veículos circulando de 3.961. Neste subsistema, a demanda de passageiros, percentualmente, é a maior de todas: 53% de antes da pandemia.


Em nota ao Diário do Transporte, a SPTrans informou que entre junho e agosto fez 13 ajustes para adequar a frota à demanda e que a definição sobre se haverá ou não a necessidade de aumentar a quantidade de ônibus se dá por linha e não de forma generalizada.


Apesar da ampliação, o percentual é ainda menor que os 100% ou ao menos 92,31% determinados no dia 16 de julho de 2020, pelo desembargador-relator Fernão Borba Franco, da 7ª Câmara de Direito Público, do TJSP – Tribunal de Justiça de São Paulo em atendimento à ação do Sindimotoristas, sindicato que representa os motoristas e demais funcionários dos transportes.


A prefeitura de São Paulo recorre da decisão.


Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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