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Após liberação do uso de máscaras no Rio, empresas de ônibus ainda recomendam a utilização

Após liberação do uso de máscaras no Rio, empresas de ônibus ainda recomendam a utilização do acessório


O prefeito Eduardo Paes (PSD) assinou um decreto nesta segunda-feira (7) acabando com a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção em qualquer lugar da cidade.


A Rio Ônibus, empresa responsável por administrar os quatro consórcios do transporte rodoviário na cidade, decidiu manter a recomendação pela utilização das máscaras de proteção contra a proliferação da Covid para seus passageiros.


A empresa divulgou uma nota pedindo que os usuários dos ônibus no município continuem utilizando o acessório de proteção, apesar do decreto da Prefeitura do Rio colocar um fim na obrigatoriedade. "O Rio Ônibus respeita a decisão das autoridades competentes, mas recomenda aos passageiros que continuem utilizando máscaras e que mantenham higienização das mãos durante e após uso do transporte público", dizia a nota da Rio ônibus.


Nesta segunda-feira (7), o prefeito Eduardo Paes (PSD) assinou um decreto acabando com o uso obrigatório das máscaras em qualquer lugar da cidade.


Paes explicou que cumpriu a determinação do Comitê Científico, que se reuniu nesta manhã e, diante do melhor cenário epidemiológico da pandemia, decidiu pelo afrouxamento.


O Rio é a primeira capital do país a fazê-lo.


ACRJ apoia decisão da prefeitura

Após a decisão da Prefeitura do Rio, a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) também se manifestou sobre o fim da exigência do uso de máscaras em locais fechados na cidade.


A ACRJ apoiou a decisão do município e de acordo com o presidente da entidade, José Antônio do Nascimento Brito, os números são bastante favoráveis à abertura, principalmente devido ao processo de vacinação que já se encontra bastante adiantado na cidade.

"A Associação Comercial dá muito boas-vindas a essa notícia. Nossa cidade tem um setor de serviços importantíssimo, a começar pelo turismo, que tem dado uma enorme demonstração de pujança durante todo o verão”, declarou Nascimento Brito.

Para o presidente da ACRJ, o uso de máscaras deve ser opcional diante da atual situação, mas é preciso que as autoridades acompanhem de perto os desdobramentos dessa medida, principalmente em transportes públicos, para uma possível mudança de estratégia caso a situação venha a se modificar por algum motivo.


Melhor cenário epidemiológico

Na semana passada, o secretário municipal de saúde do Rio, Daniel Soranz, afirmou que a alta cobertura vacinal na capital ajudou a cidade a manter controlados os índices de contaminação da Covid. Segundo ele, não esperava um aumento significativo no número de casos, mesmo com festas e blocos clandestinos que saíram durante o período em que se celebrou o carnaval.


"A estratégia de limitar a entrada de turistas sem vacina na cidade do Rio de Janeiro funcionou. Ele é obrigado a apresentar o passaporte vacinal para ir aos principais pontos turísticos. Certamente, isso desestimulou a vinda de turistas não vacinados para a cidade, e a gente viu, com a nossa cobertura vacinal, que não teve um aumento de casos no período", disse Soranz.


Soranz acrescentou que o número de casos positivos era cada vez menor e, de acordo com os parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma taxa menor que 5% de contaminados entre todos os estados indica controle.

"É cada vez mais raro encontrar um caso grave de Covid na cidade. No último fim de semana (26 e 27 de fevereiro), a gente chegou a uma positividade de 3,9%. É uma queda bastante importante."

Ainda assim, o secretário ressaltou na ocasião que era preciso que a população não descuidasse do cronograma vacinal. Soranz orientou a quem ainda não tomou a segunda dose e a dose de reforço, que procure as unidades de saúde do município.


Soranz atentou para casos pontuais para o uso de máscara.

“Importante enfatizar que as pessoas que possuem imunossupressão ou comorbidades graves e que não tenham se vacinado sigam usando máscara”, afirmou.

“Pessoas que estão com sintomas respiratórios também devem usar máscara para evitar transmissão. Outra ação que a secretaria vai manter é a capacidade de testagem”, emendou.


De acordo com Daniel Becker, médico pediatra sanitarista e membro do comitê, é recomendado que as crianças que ainda não têm as duas doses da vacina ainda usem máscaras até atingir a cobertura completa.


A decisão no ambiente escolar ficará a cargo de cada escola, segundo Becker.

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