• Diário do Transporte

Audiência pública discute criar empresa pública de ônibus em Natal (RN)

Ônibus do Sol S/A’ teria direito privado, segundo a proposta


JESSICA MARQUES


Em Natal (RN), os vereadores estão debatendo a criação de uma empresa pública de ônibus.

Segundo o projeto do vereador Robério Paulinho, a empresa Ônibus do Sol S/A, de transporte público, teria direito privado.


O PL 323/2021 também propões a criação do Conselho e do Fundo Municipal Público de Transportes.

Nesta semana, foi realizada uma audiência pública sobre o assunto.


Foram convidados e compareceram para a audiência pública entidades representativas do movimento comunitário, sindicatos de transportes alternativos, entidades estudantis e sindicatos de classes trabalhadora e patronal.


A secretária Daliana Bandeira, titular da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, também foi convidada, mas não compareceu.


Segundo informações da Câmara, o vereador Robério Paulino afirma que o transporte público em Natal é de péssima qualidade, por causa da frota de ônibus sucateada e defasada em relação às necessidades da cidade.


“Todas as capitais, até as mais frias, estão trabalhando com ônibus com ar condicionado, veículos mais novos, piso mais baixo e motor traseiro, para ser mais silencioso. Precisamos mudar algo. O sistema está falido. É verdade que a população usuária diária caiu de 800 mil para 200 mil nos últimos sete ou oito anos, principalmente durante a pandemia. As pessoas compraram motos ou estão saindo de madrugada de casa em bicicletas, para fugir da tarifa alta e da péssima qualidade. Os empresários reclamam de prejuízos, mas isso é consequência do serviço que oferecem”, disse.


Em defesa da proposta, o vereador informou que cidades menores ou do mesmo porte de Natal já tem ou estão criando suas empresas públicas de transporte coletivo.


“Porto Alegre não é muito maior que Natal e tem uma empresa municipal há 100 anos. Não estamos propondo uma substituição imediata das empresas privadas. Estamos propondo uma estatal que comece com 10 ou 15 ônibus, que podem ser adquiridos com financiamento, para paralelamente com o transporte alternativo, assumir linhas que as empresas privadas estão abandonando, assim como outros roteiros periféricos não atendidos pelo capital privado, assim como acontece em Porto Alegre”, explicou.


Jessica Marques para o Diário do Transporte

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