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  • Jornal da USP

Base de dados com corredores de ônibus de São Paulo pode auxiliar políticas públicas de transporte

Trabalho realizado pelo Centro de Estudos da Metrópole, sediado na USP, apresenta dados georreferenciados de 15 corredores de ônibus da Região Metropolitana de São Paulo, somando quase 200 quilômetros de vias mapeadas; base está disponível on-line gratuitamente


A implantação de corredores intermunicipais de ônibus é um dos temas mais críticos para a região metropolitana de São Paulo. Isso porque não há uma governança que consiga trazer rapidamente consenso na implementação de políticas públicas coordenadas entre os diversos municípios que compõe a área, conforme análise de pesquisadores do Centro de Estudos da Metrópole (CEM), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Cepid-Fapesp) ligados à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).


Para auxiliar na avaliação e implementação de políticas públicas que consideram obras de corredores de ônibus para linhas intermunicipais, a equipe de transferência e difusão do CEM elaborou uma base com os dados georreferenciados que apresenta 15 diferentes corredores de ônibus da região metropolitana, somando quase 200 quilômetros de vias mapeadas. O banco de dados, disponível neste link, contém informações como a extensão do corredor de ônibus em quilômetros, a empresa responsável pela operação, identifica o nome dos corredores e o ano em que o corredor (ou parte dele) entrou em operação e o município em que fica o corredor.


A base chamada Corredores de Ônibus – Região Metropolitana de São Paulo tem representação cartográfica que resulta em 49 segmentos de linha, por conta de bifurcações ou binários. O arquivo CEM contém apenas os corredores (que operam em vias segregadas), não contemplando as faixas exclusivas implantadas pela operadora de trânsito, por onde passam diferentes linhas comuns de ônibus. Da mesma forma, não foram incluídas as linhas comuns da EMTU, que conectam diferentes municípios da RMSP.


Panorama do transporte público


A falta de governança na área de transporte em São Paulo impede a rapidez na realização de obras de corredores de ônibus para linhas intermunicipais, que são menos complexas e menos custosas que as linhas metroviárias. Um exemplo positivo é o Corredor Metropolitana ABD (São Mateus – Jabaquara), exclusivo para ônibus e trólebus gerenciados pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), com extensão total de 33 quilômetros. Ele liga os distritos paulistanos de São Mateus e Jabaquara, conectando também quatro municípios do ABC: Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e Diadema. Quando sua operadora completou 22 anos, em 2019, contava com índices de aprovação de 87% por parte da população usuária.


“A base dos corredores de ônibus é parte de um conjunto de mais três bases cartográficas de dados elaboradas pela Equipe de Transferência e Difusão do CEM que dão um panorama do transporte público de grande porte de passageiros na RMSP”, destaca José Donizete Cazzolato, geógrafo integrante da equipe. 


Além dessa base, ele lembra que foram elaboradas pelo grupo outras bases cartográficas das linhas de metrô, estações de metrô e terminais urbanos. Essas estruturas, segundo Cazzolato, são parte da Rede Metropolitana de Transportes de São Paulo, composta pelas malhas de transporte metroferroviário, que se complementa com os corredores de ônibus da EMTU e da São Paulo Transporte S/A (SPTrans).


Para baixar e consultar a base de dados de corredores de ônibus, basta clicar neste link para ir ao canal “Download de Dados” do site do CEM e selecionar, no menu à esquerda, dados do tipo “Cartográfico” e o tema “Transporte e Mobilidade”. Ao clicar em “Exibir Mais” no título da base “Corredores de Ônibus – Região Metropolitana de São Paulo – 2021“, aparecerá o arquivo ZIP que hospeda todo o conteúdo para download, que é gratuito, bastando dar crédito ao CEM para uso.


Os arquivos da base estão em shapefile, formato utilizado por diversos aplicativos de geoprocessamento e que possui quatro arquivos: .shp  (o arquivo shapefile propriamente dito), outro .shx (índice com as características das geometrias), .prj (sistema de coordenadas e informações de projeção), e o .dbf (que possui os diferentes atributos). Depois de baixar os arquivos, os mapas podem ser visualizados com softwares específicos, como o QGIS que tem código livre e que permite também edição e análise de dados georreferenciados.

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Texto adaptado de Janaína Simões da Assessoria de Comunicação e Difusão do CEM

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