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Com quase 500 mil usuários, qualidade do transporte coletivo revolta goianos

Apesar da alta demanda de passageiros existem 1232 ônibus em circulação, e na maioria dos casos os passageiros se sentem insatisfeitos com os ônibus, plataformas e terminais na Capital


A qualidade do transporte público em Goiânia é um constante tema de debate entre os usuários. Segundo a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), em média 484.894 pessoas utilizam o transporte coletivo por dia em Goiânia e regiões metropolitanas.  Os dados fornecidos são referentes ao mês de Abril de 2024.


O jornal O HOJE conversou com alguns usuários do transporte em Goiânia para entender qual opinião eles possuem sobre o assunto. A usuária Liara da Silva Souza explicou que considera tudo péssimo, que existem poucos ônibus e que os ônibus costumam estragar com frequência, ela ressaltou também que a passagem não aumenta mas não existe qualidade no transporte.


“Tudo péssimo, tem poucos ônibus, em dias de chuva você não sabe se fica dentro ou fora do terminal(Praça da Bíblia), a demora é principalmente para as linhas das regiões metropolitanas, geralmente você vê ônibus estragado todo dia, jogando por baixo você vê pelo menos um ônibus estragado por semana, a passagem não aumenta mas a qualidade é péssima e eles ficam se gabando por isso, mas é melhor a passagem aumentar e ter qualidade”.


A CMTC também informou que hoje existem 1232 ônibus em circulação em Goiânia e 295 linhas. Em relação às quantidades de ônibus parados por estarem estragados a companhia explicou que não existe nenhum, o que existe são veículos em manutenção preventiva e corretiva, e que não tem uma estimativa pois o reparo é feito no mesmo dia e os ônibus já voltam a rodar.


O passageiro Ricardo Carvalho, de 27 anos, conta que viu melhora na qualidade do transporte, mas existem linhas em que a demanda da frota é pequena. “Melhorou nos últimos tempos mas algumas rotas tem pouca frota de ônibus, por exemplo a linha de Bela Vista de Goiás demora muito de um horário para o outro mas no geral melhorou bastante”.


Outro fator explicitado pela CMTC é que a  frota de ônibus em dia útil reduz em torno de 36% fora dos horários de pico em relação aos horários de pico. A estudante Briana Silva pontuou que a capital sofre tanto com os ônibus quanto com a qualidade dos terminais, ela ainda acrescentou que os problemas com sujeira e estruturas são aparentes.


“Assim como em outras capitais, Goiânia sofre com terminais e frota de ônibus sucateados. O problema se agrava mais quando analisamos que esse é o único meio de transporte coletivo da população. Terminais têm estruturas péssimas e problemas aparentes. Nos ônibus/eixo falta limpeza (já vi várias vezes ferrugem, pingueira e baratas) sem contar que a segurança dentro dos terminais é precária”.


O estudante Fernando Henrique Cardoso reclamou principalmente da demora e que ela gera lotação. “Pra mim atualmente é péssimo. Os ônibus demoram muito pra passar as vezes até 20 minutos e por conta disso sempre vai lotado. Mas o principal problema é a demora mesmo”.


O passageiro Felipe Cordeiro afirmou que o transporte em Goiânia é horrível, ele também explicitou que além da falta de qualidade existe a destruição do patrimônio público, que piora ainda mais a situação.


“O transporte público de Goiânia é um desrespeito ao trabalhador, é horrível, além da qualidade horrível vem a mão ruim e destrói o patrimônio público, tudo é ruim principalmente as linhas lotadas”


No total, o O HOJE entrevistou 20 pessoas, dentre elas das quais 16 se mostraram insatisfeitas com a qualidade do transporte e plataformas de ônibus, plataformas e terminais, 3 pessoas se mostraram satisfeitas e uma pessoa considera a qualidade razoável.


Investimento milionário do projeto “Nova RMTC”

Para tentar solucionar esses problemas, em fevereiro deste ano, o Governo do estado lançou o  projeto Nova RMTC(Rede Metropolitana de Transporte Coletivo), que tem o objetivo de reforçar a segurança, reformar pontos de ônibus além de plataformas e terminais do Eixo Anhanguera.


Na Avenida Anhanguera, a previsão é de que as reformas de todas as 19 plataformas e 5 terminais pelos quais o eixão passa sejam concluídas até dezembro de 2025. 


As reformas tiveram início em fevereiro deste ano na Estação Hemocentro que foi inaugurada nesta quinta-feira(09). E devem terminar em dezembro de 2025 no Terminal Padre Pelágio.


No momento, o Terminal que passa por modificações é o Novo Mundo, segundo o Subsecretário de Políticas da Cidade e Transportes, Miguel Pricinote, as modificações se iniciaram em fevereiro deste ano e a previsão é de que a conclusão ocorra até novembro de 2024. Miguel explicou também que as reparações no Terminal Praça da Bíblia devem começar em junho deste ano.


Atualmente, as estações que estão passando por reestruturação  são as Universitária, Anhanguera e Vila Bandeirante

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