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Funcionários paralisam parcialmente ônibus intermunicipais da Região Metropolitana nesta quinta

Ação afeta parte dos coletivos de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Glorinha, Gravataí, Nova Santa Rita e Viamão

Os trabalhadores do transporte coletivo da Região Metropolitana entraram em greve na madrugada desta quinta-feira (29). A paralisação parcial afeta os ônibus intermunicipais de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Glorinha, Gravataí, Nova Santa Rita e Viamão.


Conforme o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários Intermunicipais de Turismo e de Fretamento da Região Metropolitana (Sindimetropolitano), serão afetados os usuários das linhas urbanas que circulam entre as cidades das empresas Soul, Sogil, Transcal, Consórcio de Transportes Nova Santa Rita e Empresa de Transportes Coletivos Viamão.


Por determinação da Justiça, a operação deve funcionar com 50% dos ônibus nos horários de pico (das 5h30min às 9h e das 16h30min às 19h) e 30% no restante do dia. O Sindicato alegou que irá cumprir a medida.


Ainda segundo a direção do Sindimetropolitano, o motivo da greve é a falta de acordo sobre o índice da reposição salarial. A categoria também não aceita as propostas da Patronal que a taxa de ajuste seja condicionada a possível aumento de tarifa, já que o novo valor da passagem não tem data definida e ainda está aguardando estudos do governo do Estado.


— A gente não está conseguindo negociar, porque o patrão ofereceu menos que a inflação e parcelado, vinculado ao aumento da tarifa. Isso a gente não pode aceitar, porque não sabe quando vai ser o aumento da tarifa — disse o presidente do Sindimetropolitano, Mauro Cesar da Silva Santos.


De acordo com Willson Gonçalves de Oliveira Neto, advogado da categoria, a empresa conseguiu chegar em 6%, que era o pretendido, mas, segundo ele, a empresa quer pagar de forma condicionada: 3% quando receberem o repasse da tarifa do governo do Estado de junho de 2022, mais 3% quando tiverem o repasse de junho de 2023, que eles alegam que tem uma defasagem.


— A categoria não aceitou. Eles querem saber quando eles terão o reajuste. A proposta do sindicato na reunião de mediação (quarta-feira) foi que eles deem 3% agora e 3% no máximo em 90 dias. As empresas não aceitaram. Em razão disso, a categoria deflagrou a greve. Ficou marcada uma outra mediação para o dia 6 de julho com o desembargador que avalia a greve para ver em que pé estamos.


O advogado reforçou que a paralisação segue por prazo indeterminado.

— A greve só pode ser finalizada quando nós tivermos uma proposta para levar para assembleia.


Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (SEDUR) por meio da Metroplan informou que está buscando resolver o impasse entre funcionários e as empresas, incluindo um valor razoável da tarifa. Segundo a Metroplan, ainda restam R$ 42,8 milhões a serem repassados às empresas do sistema de transporte coletivo metropolitano. O aporte está represado devido a uma ação judicial.

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