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Greve dos motoristas e cobradores de ônibus de Teresina completa uma semana

Segundo a categoria, ainda não houve acordo com os empresários e não há previsão para o fim da greve.


A greve de motoristas e cobradores de ônibus completou uma semana na cidade de Teresina nesta quinta-feira (4). A categoria está com as atividades paralisadas desde última quinta-feira (28) e os motoristas e cobradores informaram que ainda não há previsão de negociação com os empresários.

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A Superintendência Municipal de Trânsito faz a fiscalização para que seja cumprida a circulação de 70% da frota, que é de 200 ônibus no total. Ainda não há informação sobre o total de ônibus circulando na cidade.

De acordo com Francisco Sousa, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários No Estado do Piauí, Sintetro, “a categoria continua de greve, e continua também aberto o canal para negociação com os empresários, mas até agora não fomos procurados para negociar”, relatou Francisco.

Esta é a segunda greve realizada este ano pela categoria. Os trabalhadores reivindicam a assinatura da convenção coletiva de trabalho. O Sindicato (Setut) argumenta que só poderia assinar em janeiro de 2022, por ser esta a data base para a assinatura da convenção.


Ainda segundo o diretor, a categoria busca atender à decisão da justiça que determinou que trabalhadores devem manter circulando 70% da frota de ônibus durante os horários de pico e de 30% nos horários entre picos, sob pena de multa de R$ 10 mil. A decisão foi assinada pelo desembargador Marco Aurélio Lustosa Caminha, do Tribunal Regional do Trabalho.


Entretanto, de acordo com o diretor, o controle da quantidade de ônibus liberados na garagem não é feita pela categoria, sendo um trabalho realizado pelas empresas. A Superintendência de Transporte fiscaliza essa circulação.


Para compensar a greve, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (Strans) anunciou que colocaria em circulação uma frota de veículos alternativos cadastrados para situações do tipo, que poderia chegar a 250 ônibus. A Strans também não informou quantos alternativos estão efetivamente em circulação.


A decisão pela greve foi votada e confirmada em assembleia realizada pelos trabalhadores na quarta-feira (27) e iniciada na quinta-feira (28).


Na sexta-feira (29), a greve continuou e os trabalhadores fizeram um protesto no Centro de Teresina, parando os veículos em fila no Centro de Teresina. A fila de veículos se estendeu pela rota dos ônibus desde a praça até a Avenida Frei Serafim.


A Superintendência de Transporte e Trânsito de Teresina (Strans) informou que expediu autos de infração administrativa e de trânsitos para os veículos que participaram do protesto.

Nota da Strans

"A STRANS informa que na data de hoje (01.novembro) constatou que 138 ônibus estão circulando. A Ordem de Serviço do órgão prevê a circulação de uma frota de 140 ônibus nos horários de maior circulação de usuários e 60 em outros horários.


De acordo com a decisão judicial, o horário de pico o é aquele compreendido no intervalo entre 6 e 9 da manhã de segunda a sexta e das 5 da tarde até as 8 da noite. Aos sábados o horário foi considerado aquele de 6 as 9 da manhã e de meio dia às 3 da tarde.


A STRANS fiscaliza para que seja cumprida a ordem judicial que determina que o SINTETRO não impeça a circulação da frota mínima de 70% nos horários de pico e 30% nos horários entre os picos.


Alem disso, a STRANS resolve manter em circulação os 250 veículos cadastrados a fim de suprir a necessidade dos usuários.


O órgão determinou que os consórcios devem colocar em circulação os ônibus que possuem equipamento GPS para melhor controle da frota. O uso do GPS também diz respeito a funcionalidade do aplicativo SIUMobile Teresina. O aplicativo, que está disponível gratuitamente nas plataformas, informa em tempo real a localização dos ônibus, itinerário e tempo de espera.


A STRANS informa também que todas as medidas administrativas e judiciais estão sendo adotadas. A Procuradoria Geral do Município tem recebido relatório diário sobre os descumprimentos das ordens de serviço para as providências cabíveis."

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