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Greve dos rodoviários afeta transporte intermunicipal da região Metropolitana a partir desta segunda

Paralisação, por tempo indeterminado, vai afetar linhas que atendem Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Glorinha, Gravataí, Nova Santa Rita e Viamão


O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários Intermunicipais da Região Metropolitana (Sindimetropolitano) anunciou, nesta quinta-feira, que a categoria entra em greve a partir da próxima segunda, dia 9 de agosto, por tempo indeterminado. A paralisação vai afetar linhas metropolitanas que atendem Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Glorinha, Gravataí, Nova Santa Rita e Viamão.


A greve, conforme o documento assinado pelo presidente da entidade Mauro da Silva Santos, é motivada pela falta de pagamento de 1/3 das férias, do valor integral do vale alimentação, além do reajuste salarial dos trabalhadores, que não ocorre há dois anos. Além disso, o sindicato também reforça que o movimento decorre por conta do número excessivo de demissões.


As reivindicações, inclusive, levaram a categoria a realizar uma “Operação Tartaruga” na última terça, nos corredores de ônibus do Centro de Porto Alegre. Na ocasião, aderiram ao protesto cerca de 80 motoristas de empresas como a Sogil, a Soul, a Transcal e a Viamão.


ATM demonstra preocupação com greve

Em nota, a Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros (ATM), demonstrou preocupação com a greve anunciada pela categoria, principalmente pelo prejuízo aos usuários que dependem do serviço diariamente. No documento, a entidade destacou que, apesar da crise financeira, as empresas vem cumprindo “rigorosamente o que propuseram aos trabalhadores”.


"O setor do transporte público de passageiros sofre queda gradual de demanda há alguns anos. Apesar disso, as empresas vêm cumprindo rigorosamente seus compromissos com os trabalhadores. Em função da pandemia e das limitações da capacidade de transporte dos ônibus impostas pelos decretos, a atividade passou a enfrentar um gravíssimo desequilíbrio econômico-financeiro", destacou em nota nesta quinta-feira.


Além disso, a entidade salientou que vem buscando diálogo junto ao Estado, representado pela Metroplan e as secretarias de Apoio e Articulação aos Municípios e Apoio à Gestão Administrativa e Política, para contornar o desequilíbrio econômico-financeiro que atinge o sistema.


Metroplan

A reportagem da Rádio Guaíba entrou em contato com a Metroplan, mas, até o momento, não houve retorno. Também na última terça, ao Correio do Povo, o diretor de transporte metropolitano da Metroplan, Francisco Horbe, havia dito que o órgão não interfere em questões de funcionários e empresas mas que, em caso de indicativo de greve, a fundação vai atuar como mediadora a fim de buscar uma alternativa.

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