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Greve: secretário pede que oferta mínima do transporte coletivo de Uberlândia seja fornecida

Divonei Gonçalves pediu que trabalhadores cumpram decisão judicial e garantam pelo menos 60% dos veículos em operação. Trabalhadores querem o pagamento integral dos salários e benefícios; entenda a situação e confira os posicionamentos dos envolvidos na paralisação, que continua na cidade.


O secretário de Trânsito e Transportes de Uberlândia, Divonei Gonçalves, pediu que os trabalhadores do sistema público garantam o funcionamento de pelo menos 60% frota de ônibus do Sistema Integrado de Transporte (SIT). O pedido foi feito durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (11), no Centro Administrativo.


Os trabalhadores do SIT entraram em greve após as empresas responsáveis pelo serviço na cidade terem anunciado o parcelamento do salário referente ao mês de fevereiro e não terem efetuado o pagamento do vale alimentação. Os grevistas também pedem a formalização do acordo coletivo de trabalho de 2021. A paralisação continua nesta sexta-feira (12).


Segundo Divonei, a Secretaria de Trânsito e Transportes (Settran) busca uma solução para o problema, mas no momento a Prefeitura não tem dinheiro em caixa para oferecer novo aporte financeiro para as empresas. No ano passado, o Município pagou R$ 25 milhões às transportadoras para a manutenção do serviço.

“Existe a advertência com base contratual para que as empresas tomem atitude sobre o mínimo que deve operar. Todos farão sua defesa e faremos a interpretação dos fatos, porém, o que queremos é que se estabeleça o serviço”, afirmou o secretário.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Uberlândia (Sinttrurb), Márcio Dúlio Oliveira, a greve vai continuar nesta sexta-feira, pois não houve nenhuma tentativa de negociação. Nesta quinta-feira, 40% da frota circulou, conforme o sindicato. Esse número de veículos obedece à recomendação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).


“Para voltarmos a trabalhar esperamos que o mínimo aconteça, que é as empresas darem uma satisfação sobre o pagamento do salário, vale alimentação e a formalização do acordo coletivo”, afirmou Oliveira.

Já de acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Triângulo Mineiro (Sindett), dos 273 ônibus que deveriam circular, apenas 72 operaram, o que representa 26% do total. Em nota, as empresas lamentaram o não cumprimento mínimo do serviço, mas não mencionaram as exigências dos trabalhadores.


"Além da multa, a greve passa a ser considerada ilegal e abusiva, dando às empresas o direito de tomar medidas administrativas e legais cabíveis. As empresas reiteram que o não cumprimento da liminar, nesse momento crítico, é um ato irresponsável, considerando que o transporte coletivo se mantém essencial para a locomoção de trabalhadores que estão na linha de frente e para os atuam em atividades essenciais."


Entenda o caso

Segundo o presidente do Sinttrurb, Márcio Dúlio Oliveira, os trabalhadores entraram em estado de greve no dia 19 de fevereiro, após definição em assembleia. A principal reivindicação é que o pagamento dos salários seja feito de forma integral e não parcelado. A greve foi iniciada na quinta-feira (11) após a classe realizar duas manifestações com impedimento da circulação de veículos no Terminal Central, que ocorreram na última sexta-feira (5) e sábado (6).


Além disso, na segunda-feira (8), diversas denúncias sobre a situação dos trabalhadores do transporte coletivo urbano de Uberlândia e também dos ônibus foram realizadas no Plenário da Câmara de Uberlândia.


No primeiro dia de greve, 40% da frota do Sistema Integrado de Transporte (SIT) circulou na cidade, conforme o Sinttrurb. Segundo o sindicato, o funcionamento mínimo segue a recomendação do Minsitério Público de Minas Gerais (MPMG) realizada durante a primeira paralisação na sexta.


A frota do SIT conta com mais de 400 veículos, mas por causa da pandemia, está permitida a circulação de 273. Uma apuração realizada pela TV Integração com as três empresas que operam em Uberlândia mostrou que dos 273 veículos, 72 rodaram na quinta (11), o que representou 26% do total.


As empresas informaram que rodaram 42 ônibus da Sorriso de Minas; 9 da São Miguel; e 21 da Autotrans.


De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Triângulo Mineiro (Sindett), o quantitativo descumpriu uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região, conseguida no dia 25 de fevereiro, que determinou que, no caso de greve, o Sinttrurb "garanta a presença ao trabalho dos profissionais necessários ao funcionamento de, no mínimo, 60% da frota de transporte coletivo". Em caso de desobediência da ordem judicial será aplicada multa diária no valor de R$ 50 mil.

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