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Motoristas de ônibus paralisam parte do transporte público e afetam passageiros em Campinas

Ato foi encerrado às 7h40 e coletivos voltaram a rodar. Condutores são da linha verde e afirmaram que protesto foi por conta de 'descontentamento' com a empresa e punições que consideram indevidas.


Motoristas de ônibus de Campinas (SP) paralisaram parte do transporte público da metrópole no início da manhã desta terça-feira (31). De acordo com os profissionais, a motivação do ato foi o "descontentamento" com a empresa responsável pelos coletivos, além de punições que eles consideram indevidas. A paralisação foi encerrada às 7h40 e os veículos voltaram a rodar normalmente.


Os condutores são da linha verde, administrada pela empresa VB3. Durante o período que durou o protesto, que começou por volta de 5h, muitos passageiros foram afetados e não conseguiram se deslocar ao trabalho. A plataforma do Terminal Central ficou lotada.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros da Região Metropolitana (Setcamp) afirmaram que foram pegos de surpresa e a paralisação aconteceu sem aviso prévio. Dos 179 ônibus da linha verde, apenas 25 saíram da garagem.


De acordo com representantes do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, os condutores pediram mudanças em uma série de punições, como por exemplo as relacionadas a multas e batidas de trânsito, quando, segundo os profissionais, eles perdem as cestas básicas e ficam suspensos por alguns dias. O ato não reivindicou aumento de salário, que já está sendo negociado em paralelo entre os trabalhadores e a empresa.


Segundo a Emdec, as linhas afetadas atendem a região Sul da cidade, que abrange os bairros: Jardim Amazonas, Jardim São Gabriel, Jardim São Pedro, San Martin, além dos terminais Barão Geraldo, Metropolitano, Central, e Parque D. Pedro Shopping. A autarquia disse ainda que realizou uma ação de emergência para buscar frotas reservas com outras cooperativas.


Reflexos e transtornos

O começo da manhã foi muito complicado para os passageiros que precisaram dos ônibus da linha verde nesta terça-feira.


A lavadora Cássia Nunes afirmou que ficou esperando o coletivo por 40 minutos e decidiu ir embora. "Tive que faltar ao trabalho, já mandei mensagem e avisei, não tem outro jeito", disse.


Já a cuidadora de idosos Tereza Lopes afirmou que também foi pega de surpresa pela paralisação. "Fomos pegos de surpresa porque é uma situação complicada. A passagem já está tão cara e a gente ainda tem que passar por essa situação. O negócio é esperar", explicou.


Os pontos de ônibus também ficaram muito cheios e a paralisação ainda causou reflexos no trânsito. Apesar da retomada, os coletivos, depois que saíram da garagem, apresentaram superlotação, o que é prejudicial por facilitar o contágio da Covid-19.

O que diz a empresa?

O Setcamp, que representa a empresa, informou, em nota, que considera o ato "irresponsável" por trazer "sérios prejuízos à comunidade". Além disso, a entidade relatou que interveio junto aos funcionários e propôs uma reunião às 14h desta terça para debater o assunto.

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