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Paralisação de motoristas e cobradores de ônibus suspende transporte público em Paulínia

Categoria cobra inclusão dos cobradores na nova licitação, além de seis meses de estabilidade com o novo contrato. Trabalhadores afirmam que só encerram o ato após acordo com prefeitura.


Motoristas e cobradores do transporte público de Paulínia (SP) realizam uma paralisação desde 9h30 desta quarta-feira (28) para cobrar garantias trabalhistas. Após o dia inteiro com os ônibus parados, à noite uma comissão de trabalhadores e representantes da Secretaria Municipal de Transportes iniciaram uma reunião.


Os trabalhadores reivindicam que os cobradores sejam incluídos na nova licitação do transporte público. O sindicato da categoria afirma que são 100 funcionários que podem perder o emprego.

O grupo também cobra seis meses de estabilidade a partir do novo contrato com a empresa que vai operar o serviço e a resolução de pendências com a atual concessionária, a Auto Viação Terra.

Durante o dia, cerca de 200 trabalhadores permaneceram no terminal rodoviário do município. Em alguns momentos, protestaram com palavras de ordem. "Queremos nosso emprego", afirmavam.


Os motoristas apoiaram a reivindicação dos cobradores que podem ficar sem emprego. "Se já é difícil com eles, imagina só nós, cobrando e dirigindo?", rechaça.


A cobradora Marlene Martins Freire atua há oito anos na profissão e não tem outra maneira para sustentar as duas filhas. "Tem muita gente que não tem outra renda e eu sou uma dessas, que dependo do meu trabalho".


Os 50 ônibus da Viação Terra também ficaram parados no terminal. A paralisação permitiu perceber que alguns deles estão com os pneus carecas.


A direção do sindicato afirma que a circulação dos ônibus só retornará após acordo com a prefeitura. A EPTV, afiliada da TV Globo, tentou contato com a concessionária Terra, mas não recebeu retorno até esta publicação.


Enquanto a situação trabalhista não é resolvida, moradores que dependem do transporte público tiveram que buscar alternativa para ir ao trabalho. Alguns conseguiram caronas, outros tiveram que recorrer a familiares e uma parte gastou mais com transporte por aplicativo.


"Fiz uma caminhada. O pé está ardendo. Quem paga é a gente, que tem que passar por essa humilhação", lamenta a cozinheira Maria do Carmo, que teve que ir a pé para o trabalho, no shopping.

"Uma cidade tão rica igual Paulínia fazer isso com a população?", questionou Gislaine Gomes Rodrigues, que ainda esperava o retorno dos ônibus para conseguir voltar para casa.

O que diz a prefeitura

Antes do início da reunião com os trabalhadores, a prefeitura informou que notificou a empresa responsável pela operação, que alegou que também não foi notificada da paralisação. Leia a nota completa abaixo.


"A Prefeitura de Paulínia, via Secretaria de Transportes, informa que até às 12h desta quarta-feira, 28, não foi comunicada e nem recebeu aviso prévio, sobre a paralisação dos trabalhadores do transporte municipal, que está acontecendo de forma irregular desde às 9h30.


A secretaria notificou a empresa, e a mesma informou que também não recebeu nenhum comunicado oficial de paralisação e solicitou a imediata retomada dos serviços.


A Administração Municipal está tomando todas as medidas cabíveis para que os ônibus voltem a circular o mais breve possível, normalizando toda operação".

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