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Secretária de Transportes do Rio afirma que negociação com empresas de ônibus vai terminar em julho

Maína Celidônio também informou que a prefeitura não deverá aumentar o número de Diretões – ônibus que fazem a ligação direta entre duas estações – e explicou um pedido de mais R$ 2,5 milhões feito pelo Gabinete de Intervenção do BRT.


Em entrevista ao Bom Dia Rio na manhã desta terça-feira (11), a secretária municipal de Transportes do Rio, Maína Celidônio, falou que pretende finalizar em julho o processo de negociação com os consórcios rodoviários que operam na cidade.

Ela também informou que a prefeitura não deverá aumentar o número de Diretões - ônibus que fazem a ligação direta entre duas estações - e explicou o pedido de mais R$ 2,5 milhões feito pelo Gabinete de Intervenção do BRT. Conversas com as viações A secretária disse que tem dialogado com os consórcios na tentativa de encontrar uma solução para o desaparecimento de linhas de ônibus que tem ocorrido na cidade desde o ano passado. “A pandemia provocou uma queda de demanda a várias empresas, que estão falindo ou tentando diminuir seus prejuízos — às vezes diminuindo a quantidade de ônibus na rua. Estamos conversando com cada consórcio, tentando entender as linhas prioritárias para a população. Também conversamos com quem opera as vans e ônibus comuns para chegarmos a um acordo”. Segundo ela, a secretaria concluiu as negociações com o Consórcio Santa Cruz e agora vai começar as negociações com o TransCarioca. “Dessa forma, conversando com os operadores e entendendo as prioridades da população, a gente tenta melhorar o serviço para todos. Esperamos concluir esse processo de conversa com os consórcios até julho, quando esperamos conseguir a volta das linhas prioritárias”.

A secretária afirmou que os consórcios têm sido multados com frequência por conta do desaparecimento das linhas de ônibus. No entanto, segundo ela essas medidas não surtem efeitos.

“Estamos diante de uma crise sem precedentes. Sim, estamos tomando medidas mais enérgicas no BRT, intervindo no sistema e retirando a bilhetagem. Mas também acreditamos que é importante ter um consenso com o operador. Multamos, mas também conversamos — são estratégias complementares”.

Diretões

A secretária afirmou que não deverá haver aumento do número dos chamados Diretões, que fazem a ligação direta entre duas estações.

“O Diretão tem características muito específicas: é usado para um movimento pendular, no qual as pessoas pegam o ônibus em uma estação e vai direto até outra, sem paradas no meio. Entendemos que já chegamos ao número máximo de diretões. À medida que os articulados passam por manutenção e são recuperados, mais ônibus voltam ao sistema”.

Mais R$ 2,5 milhões

A secretária também comentou a informação divulgada pelo jornalista Ruben Berta, de que o gabinete de intervenção do BRT – cuja duração é de seis meses – pediu mais R$ 2,5 milhões para a manutenção e reforma de estações.

“O pedido foi feito por meio de uma estimativa. Esse processo ainda terá que passar por todos os órgãos de controle. Sabemos que o setor público tem velocidade muito diferente do setor privado. Por isso, só no final, teremos o valor exato. Esse valor vai ser aplicado na melhoria do serviço como um todos: reforma das estações, compra de diesel, entre outros itens. Entendemos que esse é um gasto necessário e urgente para a melhoria do serviço para a população”.

Ela firmou que as contas serão prestadas ao fim do período de existência do gabinete de intervenção no BRT.

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