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Sem ônibus SP, passageiros tentam carona, dividem transporte por aplicativo e encaram Metrô lotado

Apesar de sindicato patronal ter garantido reajuste salarial de 12,47% na última greve, trabalhadores afirmam que outras reivindicações, como hora de almoço remunerada, PLR e plano de carreiras, não foram atendidas.


Em mais um dia de greve de motoristas de ônibus, trabalhadores da cidade de São Paulo sofrem para conseguir transporte para o trabalho no começo da manhã desta quarta-feira (29).


A última paralisação foi há cerca de duas semanas, no dia 14 de junho. Apesar de o sindicato patronal ter garantido reajuste salarial de 12,47%, os trabalhadores afirmam que outras reivindicações, como hora de almoço remunerada, PLR e plano de carreiras, não foram atendidas.


No terminal Bandeira, no centro da cidade, as passageiras Natália e Carla se conheceram nesta manhã e decidiram dividir um transporte por aplicativo até a região do trabalho, em Santo Amaro, na Zona Sul.

"Conheci a Natália aqui, e fomos pegas de surpresa, aqui não tem nenhum ônibus, e vamos rachar um Uber, porque coincidiu dela trabalhar próximo a mim. Vamos rachar porque o preço está muito alto", disse Carla. A corrida, que costuma sair pouco mais de R$ 20, está quase R$40, contou a passageira.


No mesmo terminal, a passageira Maria Roberta conta que sabia da greve mas chegou cedo ao local na esperança de conseguir um ônibus. Segundo a SPTrans, deve haver um mínimo de 80% da frota circulando no horário de pico e pelo menos 60% no restante do dia.


"Mas meu chefe vai passar aqui de carro para me pegar", contou Maria Roberta, que trabalha no Morumbi e não encontrou coletivo.


A mesma sorte teve a passageira Angélica, que também aguardava a carona do patrão no Terminal Santo Amaro. "Estou esperando meu chefe vir me buscar. Eu pegaria o terminal pinheiros até a faria lima, onde trabalho".


No Terminal Capelinha, na Zona Sul, a passageira Gislândia, que está há cerca de um mês sem trabalho, irá perder uma entrevista de emprego na Vila Buarque, na região central da cidade. "Já filmei [a situação], mandei para o RH, porque não tem possibilidade, não tem acesso de metrô".


Quem precisa encarar o Metrô, encontra plataformas lotadas e sobrecarregadas.


Segunda greve no mês

Após a paralisação de 14 de junho, motoristas e cobradores de ônibus voltaram paralisar as atividades nesta quarta, após decisão unânime tomada em assembleia na sede do Sindmotoristas, na Liberdade, na região central.


A greve começou às 0h desta quarta (29) e deve durar 24 horas. Segundo a SPTrans, a paralisação afeta 675 linhas diurnas e 6.008 ônibus, que transportariam 1,5 milhão de passageiros no pico da manhã.


Por conta da greve, a prefeitura suspendeu o rodízio e liberou a circulação de veículos nas faixas e corredores de ônibus.


Durante a madrugada, 88 linhas do Noturno, de 150, não operaram.


A partir das 4h, a operação em todas as garagens dos grupos estrutural e de articulação regional foi interrompida, exceto na Express, na Zona Leste. O Grupo Local de Distribuição não foi afetado.


As vans do serviço Atende+, que transportam pessoas com deficiência de alto grau de severidade, estão operando normalmente.


A Secretaria de Transportes Metropolitanos antecipou a oferta de trens em circulação e ampliar o horário de pico.

Metrô, CPTM, ViaQuatro e ViaMobilidade estão com trens reservas em condições operacionais em todas as linhas para o atendimento à demanda.


Já a EMTU informou que poderá prestar apoio à SPtrans pelo sistema Paese caso seja solicitado.

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