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Sindicato dos rodoviários confirma greve na Carris, mas volta a se reunir com Melo nesta quarta

Decisão tomada em duas assembleias pressiona contra a concessão da companhia; prefeitura descarta voltar atrás


O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes de Porto Alegre (Stetpoa) confirmou, no fim da noite, que em duas assembleias realizadas durante a terça-feira, rodoviários da Carris decidiram, por unanimidade, entrar em greve, em data a ser confirmada. A categoria se mantém contrária à concessão da empresa à iniciativa privada. Em votação, os funcionários também definiram seis representantes para acompanhar a direção do Sindicato em mais uma reunião com o prefeito Sebastião Melo, às 9h desta quarta, no Centro Integrado de Comando (Ceic).


Em entrevista à Rádio Guaíba, o vice-presidente do sindicato dos rodoviários, Alessandro Ávila, informou que as empresas de ônibus serão notificadas, 72 horas antes, sobre o início do movimento de paralisação.


Representantes do sindicato e servidores da Carris tiveram um primeiro encontro com Melo durante a manhã. O prefeito reapresentou a proposta que já havia sido levada ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em uma tentativa de conciliação, mas rejeitada pelos trabalhadores. A prefeitura oferece estender a todos os funcionários da estatal uma indenização de 12 meses, após a desestatização. Não está claro se Melo vai apresentar outra alternativa à categoria após a decisão de greve, tomada nesta terça.


Na reunião, o prefeito descartou a possibilidade de recuar da abertura dos envelopes dos interessados em assumir a Carris, marcada para a tarde de 2 de outubro, segunda-feira. Mais cedo, a prefeitura também confirmou que a sessão pública de concorrência vai ser transmitida ao vivo.


Melo lembrou que a concessão da Carris vem sendo construída desde a campanha eleitoral. Ele também destacou que o edital conta com regras claras e aprovadas pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul. “Respeitamos as divergências, mas a desestatização é um compromisso assumido para qualificar a mobilidade”, reiterou.


A concorrência pública, de âmbito internacional, prevê a oferta mínima de R$ 109 milhões, incluindo ações e bens, terrenos e a frota de ônibus hoje em uso. A concessão vai durar 20 anos, permitindo a operação de 20 linhas da Carris – o que representa 22,4% do sistema de transporte coletivo da capital.


A abertura do edital resulta de um processo iniciado em 2021, que incluiu, entre outras etapas legais necessárias, uma audiência e duas consultas públicas, além da aprovação da lei, na Câmara Municipal, que deu aval à desestatização.

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