• Diário do Transporte

Sindicato dos rodoviários descarta paralisação total de ônibus em São Luís nesta quinta (03)

Entretanto, impasse entre trabalhadores e empresas continua


ADAMO BAZANI


O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema) descartou uma paralisação total de ônibus nesta quinta-feira, 03 de março de 2022.


De acordo com a mídia local, a entidade vai “fiscalizar” o cumprimento da decisão da Justiça do Trabalho que permitiu que em vez de 80%, como na primeira determinação, sejam colocados 60% da frota nas ruas.


Segundo o sindicato, há empresas liberando um percentual maior o que atrapalha o movimento da categoria

Permanece o impasse entre trabalhadores e viações a respeito da pauta reivindicada.


Como noticiou o Diário do Transporte, mesmo com reajuste das tarifas de ônibus em São Luís (MA), não houve acordo entre empresários e trabalhadores sobre a greve dos transportes em mais uma audiência de tentativa de conciliação na sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022, no MPT (Ministério Público do Trabalho).


Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2022/02/25/termina-sem-acordo-mais-uma-audiencia-sobre-greve-de-onibus-em-sao-luis-ma/


Segundo o sindicato dos trabalhadores, as empresas dizem que não têm condições de atender às reivindicações e que, mesmo com aumento da tarifa, seria necessário continuar havendo os repasses de R$ 4 milhões pela prefeitura e não R$ 1,5 milhão.


A prefeitura de São Luís, reajustou o valor das tarifas de ônibus em R$ 0,20 centavos e afirmou durante a audiência, que iria manter, parte do auxílio, que vinha sendo pago aos empresários, ou seja, continuaria repassando o valor de R$ 1.500.000,00 (um milhão e meio de reais). Mesmo após a Prefeitura de São Luís anunciar essas medidas, os empresários continuaram alegando não ter condições de atender as reivindicações dos trabalhadores. A patronal exige, que além do reajuste de 20 centavos nas tarifas, que o auxílio no valor de quatro milhões de reais, continue sendo repassado de forma integral, caso contrário, de acordo com os próprios patrões, não haverá condições de avançar em nada, nas negociações. O município, por sua vez, enfatizou que desta forma, já com o anúncio de aumento nas tarifas, seria inviável pagar o valor integral do auxílio que vinha sendo disponibilizado.


Os funcionários das empresas de ônibus pedem reajuste de 15% no salário, vale-alimentação de R$ 800, regularização de direitos em atraso e que seja mantido o cargo de cobrador nos veículos, e rejeitaram a proposta patronal de um aumento em 5%.


Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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