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Transporte público: a frota de ônibus e os reflexos no setor

O setor de transporte coletivo no Brasil é operado, na sua essência, por empresas privadas que possuem contrato ou permissões do poder público para atuar. Segundo informações disponíveis no documento “Propostas para um novo programa nacional de mobilidade urbana”, publicado em maio de 2023, pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), os ônibus estão presentes em 2.703 municípios.


Esse número representa 49% do país, com a grande maioria de serviços urbanos envolvendo mais de 100 mil ônibus em operação. Eles são um dos principais meios de deslocamento para maioria da população brasileira, mesmo com a redução sofrida em 2021 devido às consequências da pandemia de covid-19.


O documento revela que o transporte público coletivo por ônibus é o responsável por 86% de todas as viagens do transporte público coletivo no Brasil. Atualmente, algumas cidades brasileiras já adotam as medidas subsidiárias, que vem permitindo melhorias na área principalmente aos usuários, que deixam de custear de forma integral todas as despesas dos transportes.


A frota de ônibus brasileira também foi outro fator analisado pelo documento da NTU, a partir de uma amostra de 47 mil ônibus de 42 localidades. A pesquisa mostrou que a idade média apurada dos ônibus foi de 7,06 anos de idade, número elevado e que pode afetar o bom andamento do setor.


Os veículos com idade mais avançada podem apresentar panes e problemas com mais frequência dificultando o deslocamento da população. O investimento no setor a partir da implementação dos subsídios é uma alternativa para ampliar a receita permitindo o custeio de manutenções, troca e renovação da frota.


Ainda de acordo com o documento, essa idade média apurada foi calculada considerando a cidade de São Paulo. Sem este município, a média aumenta para 8,18 anos, ou seja, uma frota mais antiga. Os dados ainda apontam que existem cidades com idade média de 13 anos.

O encolhimento do mercado interno de venda de ônibus e micro-ônibus também é outro fator que contribui para o envelhecimento da frota, como aponta os dados do Anuário NTU 2021-2022.


De acordo com o documento, o mercado teve uma queda em 2021 e as vendas dos veículos também sofreram reduções com 36,1% para o ônibus e 33,6% para o micro-ônibus. A quantidade de veículos vendidos no mesmo ano também foi a menor registrada ao longo dos 21 anos da série histórica, com 7.771 unidades. O pico de comercialização ocorreu em 2011 com 24.073 unidades vendidas.

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