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Vice-prefeito de Teresina ironiza crise no transporte: "Não sou usuário de ônibus"

O Sindicato das Empresas de Transporte alega que a crise foi ocasionada por falta de repasses e descumprimento de acordos da prefeitura


Vice-prefeito de Teresina, Robert Rios (PSB) ironizou a greve dos trabalhadores do setor de transporte público na capital do Piauí, que já dura quase uma semana e afeta 180 mil pessoas. Numa declaração, divulgada através das redes sociais, o político afirma que o poder público municipal não tem responsabilidade sobre a crise no transporte. Já os empresários do setor, declararam que a prefeitura descumpriu acordo firmado.


"Não tenho nenhum ônibus, não sou usuário de ônibus, não sou empresário de ônibus, não sou motorista de ônibus, não sou cobrador de ônibus, não tenho nada a ver com ônibus. Me arranje outro tipo de confusão que eu aceito, agora ônibus, eu não tenho nada a ver. É um problema de empresas, com empregados e o tribunal do trabalho", declarou o vice-prefeito.


A repercussão da fala do vice-prefeito foi negativa entre a população e se tornou um dos assuntos mais comentados por teresinenses na internet. A declaração foi feita durante evento de filiação ao Republicanos, na tarde de quinta-feira (24), na Câmara Municipal de Teresina.


Segundo o vice-prefeito, o Município tem cumprido todos os acordos acertados com as empresas de ônibus e são repassados R$ 1 milhão e 200 mil mensalmente. Mas, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) informou que o acordo que o município está cumprindo é em relação à gestão passada e que não há negociação ou cumprimento de repasses referentes à gestão atual.


O Setut reforçou ainda que a crise financeira do transporte é em decorrência do descumprimento de acordos judiciais referentes a repasses devidos pela prefeitura e que por conta disso, não podem atender às reivindicações do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (Sintetro) onde motoristas e cobradores relatam que estão sem reajuste salarial desde 2019 e perderam plano de saúde e vale-alimentação.


Em decorrência do impasse, a greve da categoria iniciou na segunda-feira (21) e afeta a população que reclama da falta de transporte público e que as alternativas para deslocamento como mototáxis, taxi-lotação e veículos por aplicativos, têm pesado no orçamento.

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