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Gratuidade para policiais pode encarecer sua passagem de ônibus? Entenda o projeto

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  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Projeto de lei prevê passe livre para agentes de segurança no transporte público; entenda o impacto no financiamento e no custo das passagens


A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou um substitutivo ao Projeto de Lei 1923/23 que prevê gratuidade no transporte público coletivo para agentes de segurança em todo o país. A

proposta ainda depende de análise nas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça, e busca padronizar regras que atualmente variam entre estados e municípios.


Policial à paisana ou fardado: segurança ou novo alvo?

De autoria do deputado Capitão Augusto (PL-SP), o projeto parte da premissa de que a presença de agentes fardados em ônibus, metrôs, trens e balsas aumenta a percepção de segurança e ajuda a coibir crimes.


Especialistas apontam que a proposta segue a lógica da “segurança pela presença”. Ao facilitar o deslocamento de policiais uniformizados, o sistema ganha um tipo de vigilância mais visível, sem exigir investimento em estruturas fixas.


Por outro lado, entidades de classe alertam para o chamado “efeito reverso da farda”: em deslocamento, o policial pode se tornar alvo preferencial em assaltos, ampliando o risco individual.


Quem vai pagar essa conta?

O principal foco de tensão está no financiamento. O texto aprovado estabelece que o

custo da gratuidade será arcado por estados e municípios, sem impacto direto no orçamento federal.



Em um cenário de pressão sobre os subsídios do transporte em 2026, gestores municipais temem que a medida aumente o custo do sistema e pressione a tarifa técnica.


Regras e prioridade nos assentos

Para reduzir atritos com concessionárias, o texto define critérios claros:

  • Identificação: o agente deve estar uniformizado e apresentar documento funcional válido;

  • Capacidade: o embarque gratuito respeita o limite de lotação;

  • Prioridade: passageiros pagantes têm preferência na ocupação dos assentos.


O que falta para virar lei

Como tramita em caráter conclusivo, o projeto pode não passar pelo plenário da Câmara caso seja aprovado nas próximas comissões (CFT e CCJ). Se avançar sem mudanças, segue diretamente para o Senado.



Até a sanção e publicação no Diário Oficial da União, não há obrigatoriedade em nível federal. Hoje, a gratuidade — formal ou informal — depende de legislações locais, o que gera insegurança jurídica, especialmente para agentes que transitam entre diferentes Regiões Metropolitanas.


*Com edição de Luiz Daudt Junior.

 
 
 

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