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Primeira linha de ônibus que não aceita dinheiro passa a rodar no Rio

  • G1 RJ
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

A 634 liga a Ilha do Governador à Tijuca e passou a ser operada pela prefeitura. Daqui a 15 dias, todas as linhas regulares só vão aceitar o Jaé ou o Riocard-BUI.


A linha de ônibus 634 (Bananal-Saens Peña) passou a rodar, neste domingo (17), sob operação da MOBI-Rio. É também a 1ª a não aceitar dinheiro para a passagem no Rio de Janeiro.


A MOBI-Rio é uma empresa pública municipal ligada à Prefeitura do Rio, responsável por gerenciar, operar e manter o sistema de transporte coletivo BRT — mas já assumiu itinerários fora dos corredores exclusivos, como a 634.


O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e o secretário municipal de Transportes, Jorge Arraes, acompanharam o 1º dia de operação da nova 634. Segundo o município, a decisão de manter na região um ônibus liga a Ilha do Governador à Tijuca, administrada pela MOBI-Rio, foi tomada em razão da “má prestação do serviço pelo antigo operador”.


Cavaliere comentou a mudança na forma de pagamento. “É menos tempo de viagem, embarque mais rápido, mais seguro. E, para os motoristas, é muito melhor, faz toda a diferença, porque ele vai se concentrar só em dirigir”, declarou.


A partir de 30 de maio, todos os ônibus municipais só vão aceitar pagamentos com os cartões Jaé e Riocard, na modalidade do Bilhete Único Intermunicipal (BUI), como já acontece no BRT e VLT.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, apenas 9% das viagens atualmente são pagas em dinheiro. A mudança, no entanto, ainda divide opiniões entre passageiros e motoristas.



A partir do dia 30:


  • ônibus municipais do Rio não aceitarão mais dinheiro em espécie;

  • o pagamento será feito apenas por cartões ou aplicativo;

  • motoristas deixarão de vender passagens e dar troco;

  • integrações tarifárias passarão a ter novas regras no sistema Jaé.


Quais cartões poderão ser usados?


Os passageiros poderão pagar a passagem com:


  • cartão preto do Jaé;

  • cartão verde unitário do Jaé;

  • aplicativo Jaé;

  • Riocard, apenas em integrações intermunicipais.



Como fica a integração entre ônibus?


Segundo a prefeitura, quem usa mais de um ônibus pagando integração precisará utilizar:


  • o cartão preto do Jaé, que é vinculado ao CPF;

  • ou o aplicativo do sistema.



Os cartões verdes, sem identificação, não permitirão integração tarifária entre ônibus municipais.

De acordo com o secretário Jorge Arraes, os cartões sem identificação aumentam o risco de fraude.


“Os cartões verdes, sem identificação, aumentam o risco de fraude no processo de integração porque não têm associação ao CPF da pessoa. São ao portador e facilitam a fraude”, afirmou.

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E os turistas?


Turistas e visitantes poderão utilizar:


  • o cartão verde unitário;

  • ou o aplicativo Jaé.


Nesse caso, não será necessário cadastrar CPF para pagar viagens avulsas.


Onde fazer recarga?


A prefeitura informou que existem cerca de 2 mil pontos de recarga espalhados pela cidade. Muitos deles aceitam pagamento em dinheiro.

Também será possível recarregar pelo aplicativo.


Mudança já acontece no BRT


No BRT, o sistema sem circulação de dinheiro já funciona atualmente. A prefeitura afirma que o modelo serviu como base para ampliar a medida aos ônibus municipais convencionais.

 
 
 

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