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Tarifa do transporte coletivo de Gravataí teve reajuste e usuários já pagam R$ 8,50 pela passagem de ônibus

  • Correio do Povo
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Prefeitura de Gravataí destaca que as mudanças levam em consideração fatores conjunturais como a redução de passageiros, a elevação de custos e a falta de financiamento federal


O transporte coletivo urbano de Gravataí teve as tarifas reajustadas de R$ 7,40 para R$ 8,50 no último final de semana e, portanto, os usuários já estão pagando mais caro nesta segunda-feira para deslocar entre bairros. O reajuste equivale a um aumento de 14,8%, valor que passa a refletir os custos operacionais do sistema. A prefeitura de Gravataí destaca que as mudanças levam em consideração fatores conjunturais como a redução de passageiros, a elevação de custos e a falta de financiamento federal. Por isso, além da revisão da tarifa, também haverá racionalização da tabela horária de viagens.


Entre janeiro e março, Gravataí iniciou, em fase de testes, as primeiras modificações no transporte urbano. Foram otimizadas 81 viagens em linhas com baixa ocupação de passageiros em horários intermediários, sem impacto nos períodos de maior movimento. A iniciativa já resultou em economia de R$ 100 mil no primeiro trimestre, recurso que retorna à população principalmente na forma de mais serviços em saúde, educação, resiliência climática e segurança pública.


Conforme o Executivo, desde 2022, Gravataí investiu aproximadamente R$ 18 milhões para reduzir o valor da tarifa paga pelos usuários, qualificar o serviço prestado e assegurar a manutenção de linhas e o funcionamento da rede de transporte. Hoje, a Prefeitura de Gravataí aplica R$ 1,5 milhão por mês em média para subsidiar a passagem de ônibus. A medida contribuiu decisivamente para manter a procura pelo serviço e aprimorou o atendimento à população. O custo do sistema, porém, tornou-se muito elevado e insustentável a longo prazo.


Outro fator que explica o quadro de dificuldades é a insuficiência do custeio com recursos federais. Quando Gravataí adotou o programa Pró-Coletivo, 100% do subsídio era mantido pelos repasses do Fundo Especial do Petróleo (FEP), relativo à distribuição de royalties da extração do combustível fóssil. Atualmente, apenas 50% do custo é subvencionado pelo FEP, enquanto a outra metade é paga pelo município.


"O governo federal não investe um centavo na manutenção do transporte urbano das cidades, e nós não temos condições de suportar todo o peso sozinhos. Além disso, o conflito no Oriente Médio acentuou as dificuldades, com o encarecimento do diesel. Precisamos fazer escolhas e, neste caso, a prioridade é a saúde, a educação e a segurança dos gravataienses", explica o prefeito Luiz Zaffalon.


O secretário de Mobilidade Urbana de Gravataí, Flávio Luciano Ribeiro disse que chegou o momento de repensar estrategicamente o transporte urbano de Gravataí. "A gestão municipal tem buscado todas as formas de otimizar rotas e reduzir desperdícios. No entanto, manter o investimento nos patamares atuais ou seguir aumentando o subsídio significa cortar outros serviços essenciais. Por isso, decidimos readequar o Programa Pró-Coletivo para a realidade atual, sem comprometer o atendimento em nenhuma das áreas de atuação do município."



 
 
 

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