'Estado de greve': paralisação de ônibus deixa bairros de Uberlândia sem transporte nesta terça (13)
- G1 Triângulo e Alto Paranaíba
- há 6 dias
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Categoria alega que não recebeu o pagamento de ticket alimentação, que deveria ser pago no último dia 10 de janeiro. Autotrans opera em 50% da frota e a São Miguel em 40%.
Motoristas e trabalhadores do transporte coletivo de Uberlândia paralisaram as atividades na manhã desta terça-feira (13), provocando transtornos para moradores de diversos bairros da cidade. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Uberlândia (Sinttrurb), a paralisação ocorre devido ao não pagamento do ticket alimentação dos funcionários, que venceu no último dia 10.
A Prefeitura de Uberlândia e as empresas de ônibus foram procuradas para se manifestar sobre a paralisação da categoria, mas até a última atualização da reportagem não houve retorno.
Segundo o presidente do sindicato, Márcio Dúlio, as empresas São Miguel e Autotrans suspenderam parte da operação. Pelo menos 65% da frota não está circulando, o que compromete significativamente o atendimento à população.
"A gente tem que destacar que esses atrasos têm se tornado recorrentes desde setembro e outubro do último ano. Os trabalhadores somente decidiram cruzar os braços da manhã de hoje após as empresas, no dia de ontem, soltarem um comunicado falando que não iriam pagar [ o ticket alimentação] e que também não tinha nem previsão de quando iria ser pago, então por isso que, infelizmente, não restou da alternativa", comentou o sindicalista.
A informação inicial das empresas é que a Autotrans opera em 50% da frota e a São Miguel em 40%.
A empresa Sorriso de Minas segue operando normalmente e não aderiu ao movimento. Já entre os bairros mais prejudicados pela falta de ônibus estão Maravilha, Jardim Brasília, Industrial, Cruzeiro do Sul, Marta Helena, Aclimação, Ipanema e Morumbi.
O valor do ticket alimentação é de R$ 1.048 para motoristas e R$ 524 para as demais funções. Os trabalhadores afirmam que a paralisação será mantida até que o crédito seja efetuado.
Ainda segundo o Sinttrurb, a informação repassada ao sindicato é de que o Município não estaria realizando os repasses de forma regular às concessionárias. O sindicato classifica o movimento como '"estado de greve” e afirma que os trabalhadores só retomam as atividades após uma sinalização concreta de regularização dos pagamentos.




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